ESG, Economia Circular e NR-1: todo mundo fala, quase ninguém prioriza — mas 2026 não vai permitir distração

ESG, Economia Circular e NR-1: todo mundo fala, quase ninguém prioriza — mas 2026 não vai permitir distração


Da Redação

Em 2025, ESG, economia circular e NR-1 passaram a circular com mais frequência nas conversas do mercado. Estão nas palestras, nos painéis, nos discursos institucionais. Mas ainda não estão, de fato, no centro das decisões. Funcionam mais como pano de fundo do que como foco. Um tipo de assunto que todos reconhecem como importante — desde que não exija mudança imediata.

Esse conforto tem prazo de validade. E ele atende pelo nome de 2026.

Hoje, ESG ainda é tratado como conceito reputacional. Economia circular, como projeto piloto. E a NR-1, como obrigação técnica delegada ao jurídico ou ao RH. O problema é que esses três temas estão deixando rapidamente o campo da intenção e migrando para o da exigência. Não será mais sobre “aderir quando der”, mas sobre “responder quando cobrado”.

A economia circular é o melhor exemplo. Em 2025, ela voltou ao debate por vias práticas — reaproveitamento, remanufatura, peças usadas certificadas, redução de desperdício. Em 2026, a conversa muda de tom. Circularidade passa a ser critério econômico. Quem não provar eficiência no uso de recursos vai perder competitividade, margem e, em alguns casos, mercado. Sustentabilidade deixa de ser discurso e vira conta.

O ESG segue o mesmo caminho. Sai do marketing e entra no compliance. Investidores, parceiros, grandes grupos e cadeias globais passam a exigir métricas claras, processos documentados e coerência entre discurso e prática. Não haverá mais espaço para ESG genérico, nem para relatórios bonitos sem lastro operacional. Em 2026, ESG será filtro — não adereço.

E a NR-1 talvez seja o ponto mais subestimado dessa equação. Ainda vista como norma trabalhista de bastidor, ela carrega um impacto profundo: gestão de riscos psicossociais, saúde mental, ambiente de trabalho e responsabilidade direta das empresas. Em 2026, isso não será apenas pauta de fiscalização. Será pauta de reputação, retenção de talentos e risco jurídico real. Ignorar a NR-1 será caro.

O que une esses três temas é simples: todos exigem mudança de cultura, não apenas ajuste de processo. E mudança de cultura nunca acontece sem resistência. Por isso, em 2025, eles ainda orbitam. Em 2026, passam a colidir com a realidade.

O mercado que entender isso agora vai ganhar tempo, vantagem e narrativa. O que insistir em tratar ESG, economia circular e NR-1 como “assuntos laterais” vai acordar pressionado por regras, custos e cobranças simultâneas. Não será uma virada abrupta — será um cerco gradual.

2026 não será o ano em que esses temas surgem. Será o ano em que deixam de aceitar espera. Quem ainda trata tudo isso como tendência vai descobrir, tarde demais, que já virou obrigação.

E você, sua empresa está se preparando de verdade — ou apenas falando sobre isso? O Movenews segue observando. Porque o radar já está ligado.