Com alta de 7% nas vendas de dezembro em relação a novembro, o mercado de motocicletas fechou 2025 com 2.197.308 unidades emplacadas, um crescimento de 17,1% sobre os 1.875.890 licenciamentos de 2024.
O balanço divulgado nesta semana pela Fenabrave confirma um recorde histórico para o segmento de duas rodas no País.
“É uma expansão estrutural, impulsionada pelo uso profissional em entregas e pelo uso pessoal como meio de transporte individual. Além disso, a motocicleta tem se consolidado como opção de segundo veículo para muitas famílias”, avalia o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.
Segundo o executivo, a maior restrição de crédito no financiamento – com seleção mais rígida e juros mais altos ao longo do ano passado – redirecionou parte da demanda para o consórcio, que já responde por cerca de 30% dos emplacamentos de motos.
“O mercado de motos segue como o principal motor do setor automotivo e caminha para um novo recorde histórico de vendas”, afirma Arcelio Jr., destacando que, entre todos os segmentos, é neste que a entidade projeta a maior expansão em 2026, na casa de 10%.
Até então, o melhor ano para as motocicletas havia sido 2011, com 1.940.519 unidades vendidas. “Com base nesse levantamento, observamos que 2025 ficou 13,23% acima do melhor ano registrado até então, o que comprova o avanço sustentável deste mercado em todo o País”, reforça o presidente da Fenabrave.
Enquanto o mercado de automóveis, que somou 1.996.531 emplacamentos em 2025, já sente de forma mais clara o impacto do crescimento dos modelos elétricos, o segmento de motos ainda avança lentamente na eletrificação.
As motocicletas elétricas registraram apenas 8.552 unidades emplacadas no acumulado de 2025, um aumento modesto de 9,35% em relação às 7.821 unidades de 2024.
“Apesar do avanço, trata-se de um segmento de giro mais baixo, que deve continuar apresentando variações limitadas até sua consolidação, o que deve ocorrer à medida que novos modelos cheguem ao mercado”, projeta Arcelio Jr.














