O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas (FGV) avançou 3,5 pontos em janeiro em relação a dezembro, alcançando 96,1 pontos. Na média móvel trimestral, o indicador também mostrou melhora, com alta de 0,9 ponto, chegando a 96,4 pontos.
Segundo o economista Stéfano Pacini, do FGV Ibre, o resultado indica uma recuperação moderada após o clima de pessimismo observado no fim do ano passado. Ele destaca, porém, que o cenário macroeconômico continua desafiador. A política monetária deve permanecer em campo contracionista por mais algum tempo e essa alta do índice compensa apenas parte da confiança perdida nos últimos meses de 2025.
Por outro lado, Pacini ressalta que alguns fatores tendem a jogar a favor da indústria no curto e médio prazo: mercado de trabalho ainda aquecido, câmbio mais valorizado e inflação mais próxima da meta podem dar algum fôlego adicional ao setor.
Entre os componentes do ICI, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 4,1 pontos, atingindo 96,4 pontos, refletindo uma percepção um pouco melhor sobre o momento presente. Já o Índice de Expectativas (IE), que mede a visão dos empresários para os próximos meses, avançou 2,7 pontos, para 95,7 pontos.
Um destaque é o indicador de produção prevista, que aumentou 4,4 pontos e chegou a 100,2 pontos, o melhor patamar desde junho de 2022, quando marcou 100,6 pontos. Esse movimento sugere intenção de retomada da atividade, ainda que gradual.
Em sentido contrário, o nível de estoques recuou 7,5 pontos, para 101,6 pontos. Como esse indicador ainda permanece acima de 100, ele continua apontando para estoques acima do desejável na indústria, o que tende a limitar, em parte, o ritmo de nova produção até que esse desajuste seja absorvido.














