O Custo de Vida por Classe Social (CVCS) na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) subiu 0,38% em dezembro e encerrou 2025 com alta acumulada de 4,71%. Um ano antes, em dezembro de 2024, o índice marcava 4,97% no acumulado em 12 meses, segundo levantamento mensal da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em dados do IBGE.
[GRÁFICO 1] Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (2025) Série histórica (13 meses) Fonte: IBGE/FecomercioSP
O grupo transportes foi o principal responsável pela pressão sobre o custo de vida em dezembro, com alta de 0,86% no mês. O movimento foi puxado, sobretudo, pelos serviços ligados ao Turismo na alta temporada e pelo aumento do transporte público.
Entre os destaques estão as passagens aéreas, que avançaram 13,1%, seguidas por metrô e trem, com alta de 7,2%, e ônibus interestaduais, com reajuste de 4,2%. No varejo de combustíveis, o etanol chamou atenção com aumento de 2,7%.
O impacto desse encarecimento foi mais forte nas famílias de menor renda. A variação em transportes chegou a 1,74% na classe E e 1,52% na classe D, contra 0,48% na classe A. Mesmo assim, no acumulado de 2025, o grupo transportes registrou alta de 3,39%, uma das menores entre os grupos, abaixo da média geral do índice.
[TABELA 1] Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo — dezembro de 2025 Fonte: IBGE/FecomercioSP
O segmento de saúde também exerceu pressão em dezembro. O grupo avançou 0,68% no mês e acumula alta de 5,66% no ano. No varejo, houve aumento em medicamentos e itens de higiene e beleza, como perfumes, com alta de 2,2%, além de antibióticos. Nos serviços de saúde, os atendimentos odontológicos subiram 2,8% e as consultas com psicólogos, 1,8% no mês.
Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no CVCS, registrou alta de 0,38% em dezembro e fechou o ano com avanço de 4,06%. A alimentação no domicílio subiu 0,57% no mês, influenciada principalmente por leite e derivados, como o leite longa vida (2%) e o queijo (3,6%), e pelas carnes bovinas, com destaque para contrafilé (3,4%), alcatra (3,1%) e chã de dentro (2,6%).
No acumulado de 12 meses, porém, a maior pressão recaiu sobre as classes de renda mais alta, já que a alimentação fora de casa subiu 4,39%, acima da variação de 3,83% da alimentação no domicílio.
[TABELA 2] Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (dezembro de 2025) Por Classes Sociais Fonte: IBGE/FecomercioSP
Entre os grupos analisados, habitação foi o único a apresentar recuo no mês, com queda de 0,16%, influenciada principalmente pela redução no preço médio da energia elétrica residencial. O alívio foi mais perceptível para as famílias de menor renda, com variação de -0,35% na classe E, enquanto a classe A ainda registrou leve alta de 0,27% no grupo.
Apesar da queda em dezembro, habitação segue como o principal vetor de aumento do CVCS no horizonte de 12 meses, com avanço acumulado de 8,51%.
As variações mensais e anuais afetaram de forma semelhante as diferentes faixas de renda, mas com intensidade um pouco maior entre os mais pobres. Em dezembro, o custo de vida subiu 0,42% para a classe E e 0,37% para a classe A. No acumulado de 2025, as altas foram de 5,15% e 4,85%, respectivamente.
















