Destaques do quarto trimestre
– Receita líquida de US$ 889 milhões, alta de 6,7% em relação ao quarto trimestre de 2024. – Excluindo efeitos cambiais e aquisições – que acrescentaram US$ 25 milhões e US$ 12 milhões, respectivamente – a receita líquida avançou US$ 19 milhões, ou 2,3%. O desempenho foi puxado, sobretudo, por recuperações tarifárias e maior volume na Ásia e nas Américas, parcialmente compensados por queda de volumes na Europa. – Lucro líquido de US$ 45 milhões, com margem de 5,1%, um incremento de US$ 40 milhões e de 450 pontos-base na comparação anual. – EBITDA ajustado de US$ 116 milhões, alta de US$ 6 milhões sobre o ano anterior, influenciado principalmente por redução de despesas em P&D, ganhos de eficiência na cadeia de suprimentos e recuperações tarifárias, em parte compensados por um mix de produtos menos favorável. – Margem de EBITDA ajustado de 13,0%, queda de 20 pontos-base ano contra ano, impactada sobretudo por mix de produtos desfavorável e variação cambial, parcialmente compensados por economias em P&D e na cadeia de suprimentos. – Lucro por ação diluído de US$ 1,15. – Lucro líquido ajustado por ação diluída de US$ 1,18 (excluindo US$ 0,03 por ação diluída referentes a itens não recorrentes detalhados no apêndice não GAAP), refletindo principalmente menor provisão para imposto de renda, ganhos operacionais e redução do número de ações em circulação. – Retorno de US$ 40 milhões aos acionistas, sendo US$ 30 milhões via recompra de ações e US$ 10 milhões em dividendos.
Destaques do exercício de 2025
– Receita líquida de US$ 3,48 bilhões, crescimento de 2,4% em relação a 2024. – Desconsiderando o efeito do encerramento de contratos de manufatura em 2024 (redução de US$ 23 milhões), além dos efeitos cambiais e da aquisição da SEM (acréscimos de US$ 45 milhões e US$ 20 milhões, respectivamente), as vendas cresceram US$ 38 milhões, ou 1,1%, impulsionadas principalmente por recuperações tarifárias.
– Lucro líquido de US$ 130 milhões, com margem de 3,7%, alta de US$ 51 milhões e de 140 pontos-base frente ao ano anterior.
– EBITDA ajustado de US$ 478 milhões, estável em relação a 2024. A margem de EBITDA ajustado foi de 13,7%, queda de 40 pontos-base, sobretudo em função do efeito dilutivo das recuperações tarifárias. Excluindo esse fator e o impacto cambial, a margem permaneceu em linha com a de 2024.
– Lucro por ação diluído de US$ 3,24. – Lucro líquido ajustado por ação diluída de US$ 4,96 (excluindo US$ 1,72 por ação diluída relativos a itens não recorrentes), impulsionado principalmente por menor provisão para imposto de renda e pela redução do número de ações em circulação.
– Retorno de US$ 242 milhões aos acionistas, sendo US$ 200 milhões em recompra de ações e US$ 42 milhões em dividendos.
Principais conquistas em mercados estratégicos de crescimento
A empresa manteve um ritmo sólido na conquista de novos contratos e na renovação de parcerias existentes. Entre os pontos de destaque:
– Assinatura do terceiro contrato nos segmentos aeroespacial e de defesa para fornecimento de válvulas de combustível pós-combustão, reforçando a capacidade técnica da companhia e sua posição estratégica nesse mercado de alta exigência.
– Extensão de contratos relevantes no segmento de caminhões com fabricantes globais de veículos comerciais (OEMs), consolidando a solidez e a longevidade das parcerias estratégicas.
– Novo contrato na Índia com um OEM de destaque para fornecimento de injetores de combustível multiponto para veículos a Gás Natural Comprimido (PFI-CNG), evidenciando o compromisso da empresa com mobilidade de baixo carbono e com sistemas de combustíveis alternativos.
– Forte expansão no segmento de reposição (aftermarket), com a inclusão de aproximadamente 5.800 novos códigos de produtos no portfólio, novos contratos com distribuidores de motores de partida e alternadores na América do Norte, avanço em participação junto a distribuidores de sistemas de abastecimento a gasolina nos Estados Unidos e na América do Sul, além de um novo programa de eletrônica veicular na França.
Brady Ericson, presidente e CEO da PHINIA, afirmou: “O quarto trimestre encerrou um ano de execução disciplinada. Enfrentamos um ambiente de tarifas em constante mudança apoiados em nossa robustez operacional e em parcerias sólidas com clientes. Mesmo em mercados mais desafiadores, nossos resultados mostraram resiliência, refletindo a força da nossa estratégia e o comprometimento do nosso time. Para 2026, nosso foco é acelerar o crescimento orgânico por meio de execução consistente e inovação direcionada, sustentando a geração de valor para clientes e acionistas.”
Estrutura de capital e fluxo de caixa
A companhia encerrou o ano com US$ 359 milhões em caixa e equivalentes de caixa e US$ 500 milhões disponíveis em sua linha de crédito rotativo. A dívida total no fim do período somava US$ 970 milhões.
O caixa líquido gerado pelas atividades operacionais foi de US$ 312 milhões no ano, um aumento de US$ 4 milhões em relação a 2024. O fluxo de caixa livre ajustado totalizou US$ 212 milhões, ante US$ 253 milhões no ano anterior, principalmente em função de maiores investimentos em capital e do aumento de ativos pagos antecipadamente.
Projeções para 2026
A companhia projeta receita líquida entre US$ 3,52 bilhões e US$ 3,72 bilhões em 2026, o que representa um crescimento anual estimado entre 1% e 7%. O lucro líquido esperado está na faixa de US$ 165 milhões a US$ 195 milhões, e o EBITDA ajustado deve ficar entre US$ 485 milhões e US$ 525 milhões. A margem líquida projetada varia de 4,7% a 5,2%, enquanto a margem de EBITDA ajustado deve oscilar entre 13,7% e 14,3%.
A empresa estima gerar entre US$ 200 milhões e US$ 240 milhões em fluxo de caixa livre ajustado em 2026. A alíquota efetiva de imposto ajustada deve ficar entre 30% e 34%.
















