O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) recuou 1,6 ponto em março, de 48,2 para 46,6 pontos, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (12) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador permanece abaixo da linha dos 50 pontos – que separa confiança de falta de confiança – pelo 15º mês consecutivo, configurando a pior sequência desde a recessão de 2015 e 2016.
De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o quadro de desconfiança prolongada tem efeitos diretos sobre a atividade produtiva. “A falta de confiança prolongada dos empresários se traduz em redução dos investimentos, da produção e, consequentemente, das contratações. Com isso, a indústria gera menos renda e emprego, fazendo com que a roda da economia gire menos. Ou seja, a economia cresce menos num cenário de menor confiança”, afirma.
Expectativas viram para o campo negativo
As expectativas dos industriais para os próximos seis meses também pioraram e passaram a ser negativas em março. O índice que mede as perspectivas para o curto prazo caiu 1,6 ponto, de 50,4 para 48,8 pontos. O indicador varia de 0 a 100, e resultados abaixo de 50 indicam expectativas negativas.
Esse índice é composto por dois subindicadores: expectativas em relação à economia e expectativas em relação às próprias empresas. No caso da economia, o índice caiu 2,3 pontos, de 42,6 para 40,4 pontos, reforçando o aumento do pessimismo com o cenário macroeconômico. Já o indicador de expectativas para as próprias empresas recuou 1,3 ponto, de 54,3 para 53 pontos, sinalizando perda de otimismo em relação ao desempenho dos negócios.
O índice de condições atuais também puxou o ICEI para baixo. Esse componente passou de 43,8 para 42,1 pontos em março, afastando-se ainda mais da linha de 50 pontos e indicando uma percepção mais negativa sobre o momento presente.
A piora nas condições atuais reflete dois movimentos:
– Queda de 2,2 pontos no índice de condições atuais da economia, que desceu para 36,4 pontos; – Recuo de 1,5 ponto no índice de condições atuais das próprias empresas, que passou para 44,9 pontos.
















