Pessimismo alcança maior número de setores da indústria desde janeiro de 2025

Pessimismo na Indústria Brasileira em Alta: Maior Número de Setores Afetados Desde Janeiro de 2025

23 dos 29 segmentos da indústria brasileira encerraram março sem confiança na economia. O dado é do Resultado Setorial do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado nesta quarta-feira (25) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). É o maior número de setores pessimistas desde janeiro de 2025.

A perda de confiança vem se agravando ao longo de 2026. Em janeiro, 20 setores estavam pessimistas; em fevereiro, o número subiu para 21; em março, chegou a 23.

“Os juros elevados seguem como o principal fator por trás desse cenário. A redução recente da taxa em apenas 0,25 ponto percentual é muito limitada para reverter, de forma relevante, a falta de confiança e, por consequência, o ritmo da atividade industrial”, avalia Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Centro-Oeste e Norte voltam a ficar desconfiados

O ICEI recuou em todas as cinco regiões do país. No Sul e no Sudeste, o índice caiu 2,4 e 0,8 ponto, chegando a 44,8 e 46 pontos, respectivamente, aprofundando o pessimismo já instalado nessas áreas.

No Centro-Oeste e no Norte, o movimento foi de virada para o campo negativo. O ICEI despencou 2,6 pontos no Centro-Oeste, para 49,5 pontos, e 1,6 ponto no Norte, para 48,7 pontos. As duas regiões saíram de um quadro de confiança para um de falta de confiança.

No Nordeste, o índice também caiu, de 53,1 para 52,8 pontos. Mesmo com a queda, os industriais nordestinos continuam sendo os únicos que permanecem otimistas.

O ICEI varia de 0 a 100 pontos. Resultados abaixo de 50 indicam falta de confiança dos empresários.

O pessimismo também se espalha quando se observa o porte das empresas. Nas pequenas indústrias, o ICEI caiu 1,5 ponto, de 47,6 para 46,1 pontos. Nas médias, o recuo foi de 2,3 pontos, de 49,3 para 47 pontos. Nas grandes, a queda foi de 0,5 ponto, de 49,2 para 48,7 pontos.