No Dia da Mentira, especialista esclarece equívocos comuns sobre o rerrefino e mostra como o óleo lubrificante usado pelos motores volta ao mercado com qualidade equivalente ou superior ao produto de primeiro refino.
O óleo lubrificante usado em motores e máquinas dos mais variados segmentos, após utilizado, quando tem a destinação sustentável e legal, passa pelo rerrefino. Um processo que produz o óleo básico, matéria-prima essencial para diferentes setores e permite que o insumo seja reutilizado infinitas vezes. No entanto, o tema ainda está cercado de incertezas.
Nesse contexto, separar mito de verdade na gestão de um resíduo perigoso e presente em todas as atividades econômicas deixou de ser detalhe operacional e passou a ser fundamental. Especialmente em um cenário cada vez mais competitivo e com pressões por metas ambiciosas para a descarbonização.
Marcelo Murad, diretor de Óleo Básicos da Lwart Soluções Ambientais, única produtora na América Latina de óleos básicos GII, um óleo mineral de alta performance, a partir do rerrefino, destaca as principais dúvidas que ainda geram ruído na cadeia de lubrificantes:
Mito: óleo básico produzido por meio do rerrefino não tem qualidade.
Verdade: a tecnologia de hidrotratamento utilizada exclusivamente pela Lwart Soluções Ambientais no Brasil permite a produção do óleo básico do Grupo II, um óleo mineral com qualidade igual ou superior aos de primeiro refino. A empresa é a única da América Latina que produz esse tipo de matéria-prima e possui aprovações e certificações internacionais que atestam sua alta performance. Também é referência mundial em rendimento de planta, operando acima de 75%, enquanto outras fábricas no mundo que utilizam a mesma tecnologia possuem o resultado de 70%.
Além disso, o produto também conta com aprovações técnicas dos principais formuladores de lubrificantes e montadoras do segmento automotivo.
Mito: sustentabilidade é um “extra” no processo da Lwart.
Verdade: sustentabilidade está no DNA da Lwart. Além da qualidade e desempenho, de acordo com a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV)*, o produto tem 77% menor pegada de carbono do que os óleos básicos de primeiro refino utilizados no Brasil. Isto representa redução de 1.091 kg CO₂e/m³ nas emissões, segundo cálculo realizado com base em normas internacionais.
Assim, além de garantir alta performance, os óleos da Lwart também auxiliam na descarbonização da cadeia.
Mito: óleo básico é tudo igual.
Verdade: existem várias categorias de óleos básicos, como os Grupos I, II e III. Essas classificações são realizadas de acordo com o processo industrial, o grau de pureza e a aplicação final. Com a evolução dos motores automotivos e os equipamentos industriais, os óleos básicos GII e III tendem a ser cada vez mais utilizados.
Mito: óleo básico serve apenas para motores.
Verdade: embora a sua principal aplicação esteja voltada para a produção de lubrificantes de motores, ele também é utilizado em outros segmentos. Como no agronegócio, isolante para equipamentos elétricos, painéis elétricos e disjuntores e, também, como lubrificantes de máquinas e equipamentos nas indústrias em geral.
Mito: o destino do óleo usado não interfere no meio ambiente.
Verdade: interfere diretamente. A destinação correta do OLUC para o rerrefino, no Brasil, é obrigatória por lei. Todos que participam dessa cadeia, como os postos de troca de óleo, concessionárias, indústrias e os responsáveis pela coleta e rerrefino do resíduo pós-consumo, como a Lwart, obrigatoriamente devem ser autorizados pela Agência Nacional do Petróleo e Gás Natural (ANP).
O encaminhamento correto do OLUC viabiliza a produção de óleo básico dentro de um modelo que é exemplo em economia circular, com controle técnico e ambiental rigoroso. Sem essa etapa, não é possível fechar o ciclo.
Além disso, a destinação correta gera impactos econômicos positivos para o país, que não é autossuficiente em óleos básicos, reduzindo a necessidade de importação dessa matéria-prima.
Em um mercado cada vez mais regulado e orientado por critérios ambientais, compreender o papel dos óleos básicos, do uso ao destino final, é essencial para decisões responsáveis. “A correta gestão do Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado deixa de ser um detalhe operacional e passa a ser muito relevante nesta cadeia, relacionado sustentabilidade, conformidade e eficiência. Ao reforçar verdades, o setor avança de forma consciente, reduz riscos ambientais e fortalece um modelo produtivo que é exemplo de economia circular”, explica Murad.
* OACV é uma metodologia reconhecida internacionalmente, que todos os estágios de um produto são analisados: desde a extração da matéria-prima, passando pelo processo de fabricação, uso e descarte, até possíveis reaproveitamentos. Com ela, é possível calcular apegada de carbonode forma precisa, permitindo comparar alternativas e identificar onde estão os maiores ganhos em sustentabilidade.

















