IQA fornece à indústria automotiva ferramenta para medir e controlar emissões de gases de efeito estufa, alinhada ao Programa Mover

IQA lança ferramenta inovadora para medir emissões de gases de efeito estufa na indústria automotiva alinhada ao Programa Mover

A descarbonização começa a redesenhar a forma como a indústria automotiva mede e gerencia suas emissões. Pressionado por metas climáticas mais rígidas e impulsionado por cerca de R$ 190 bilhões em investimentos previstos no Brasil com o programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), o setor passa a acompanhar o impacto ambiental em toda a cadeia produtiva, da extração das matérias-primas ao uso final do veículo.

Esse movimento amplia a responsabilidade ambiental para além das montadoras e passa a envolver diretamente fornecedores de aço, alumínio, componentes e serviços logísticos, que agora entram nas contas de carbono usadas pela indústria.

O Mover, nova política industrial que sucede o Rota 2030, estimula o desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono e maior eficiência energética no setor automotivo. Estimativas do Governo Federal apontam que o programa deve mobilizar R$ 140 bilhões em investimentos na indústria automotiva e outros R$ 50 bilhões no setor de autopeças, atrelados a metas de inovação tecnológica, eficiência energética e redução da pegada de carbono. Ao mesmo tempo, esse avanço evidencia desafios ainda relevantes para consolidar capacidades tecnológicas e competitivas no país.

Nesse cenário, medir emissões deixou de ser apenas uma iniciativa de sustentabilidade e passou a fazer parte da gestão industrial. O monitoramento considera todo o ciclo de vida do veículo, da produção das matérias-primas ao transporte, uso e descarte.

Estudos internacionais indicam que cerca de 14% das emissões totais do ciclo de vida de um veículo estão associadas à cadeia de suprimentos, incluindo a produção de materiais como aço e alumínio, além do transporte de componentes.

Para organizar essa mensuração, empresas têm adotado metodologias internacionais, como inventários baseados nos escopos 1, 2 e 3 do GHG Protocol (Protocolo de Gases de Efeito Estufa). No setor automotivo, essa abordagem é especialmente crítica, já que mais de 99% da pegada de carbono da indústria está ligada a emissões indiretas (escopo 3), principalmente relacionadas ao uso do veículo e à cadeia de fornecedores.

“A descarbonização exige gestão estruturada, com indicadores claros, monitoramento contínuo e processos auditáveis ao longo da cadeia produtiva. Quando as empresas tratam as metas ambientais com o mesmo rigor aplicado à qualidade e à produtividade, conseguem avançar de forma consistente na redução de emissões”, afirma Sergio Fabiano, gerente de Expansão e Inovação do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva.

Com o novo ambiente regulatório e competitivo, cresce a demanda por ferramentas técnicas capazes de apoiar as empresas na mensuração e gestão da pegada de carbono. O IQA vem ampliando sua atuação em iniciativas ligadas à agenda de sustentabilidade no setor automotivo, oferecendo programas de capacitação, auditorias e certificações que ajudam as empresas a gerir emissões e implementar práticas alinhadas às novas exigências ambientais. Entre os destaques está a Plataforma IQA DS, ferramenta voltada à mensuração, monitoramento e gestão estruturada das emissões de gases de efeito estufa em toda a cadeia automotiva.

“Mais do que uma única solução tecnológica, a descarbonização no setor automotivo passa pela combinação de diferentes rotas, como eletrificação e biocombustíveis. Ao mesmo tempo, exige o fortalecimento das capacidades produtivas e tecnológicas no país para garantir competitividade nesse novo cenário”, avalia Marina Nomura, gerente Comercial e de Marketing do IQA.

Com o avanço das iniciativas de descarbonização e o desenvolvimento de diferentes rotas de baixo carbono — que incluem eletrificação, biocombustíveis e outras soluções —, além de novas regulações ambientais e políticas públicas de mobilidade sustentável, a tendência é que a mensuração de emissões se torne cada vez mais integrada às estratégias industriais e à governança das empresas do setor automotivo.