A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve em 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2026. A estimativa está no Informe Conjuntural do 2º trimestre, divulgado nesta quarta-feira (22), e reflete um cenário de avanço moderado da economia.
Segundo o documento, a resiliência do setor de serviços e a melhora nas perspectivas para a agropecuária e para a indústria — especialmente a extrativa — devem contribuir positivamente para a atividade econômica. Esses segmentos ligados a commodities tendem a ser os principais motores do crescimento no próximo ano.
Por outro lado, a CNI alerta que juros elevados, custos de produção pressionados e o aumento das importações devem prejudicar o desempenho do setor produtivo e limitar o ritmo da economia.
“O cenário econômico de 2026 é marcado por crescimento moderado, sustentado principalmente pelos setores ligados às commodities e por estímulos à demanda. Em contrapartida, a combinação entre política monetária restritiva, condições financeiras adversas, inflação elevada e a persistência das fragilidades fiscais continua limitando uma recuperação mais forte da economia”, afirma Mario Sergio Telles, diretor de Economia da CNI.
















