Em julho, o número de setores industriais pessimistas voltou a crescer, passando de 24 para 26, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) – Resultados Setoriais, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (27). Apenas três segmentos seguem em terreno otimista.
A indústria como um todo está sem registrar otimismo há 19 meses. “A falta de confiança pontual faz com que os empresários sejam cautelosos e adiem decisões de aumento da produção, contratações ou investimentos. Quando essa falta de confiança é prolongada e intensa, como se observa em vários recortes do ICEI, o empresário passa efetivamente a reduzir a atividade ou até mesmo interromper planos de investimento e de contratações”, afirma Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
Índice sobe na maioria dos setores, mas pessimismo se aprofunda
Na comparação com junho, o ICEI subiu em 11 dos 29 setores industriais. Em nenhum deles, porém, a melhora foi suficiente para que o índice ultrapassasse a marca de 50 pontos, limite que separa pessimismo de otimismo.
Em sentido oposto, o índice recuou em 18 segmentos. Em dois deles — produtos diversos e impressão e reprodução —, a queda fez o indicador cruzar a linha dos 50 pontos para baixo, passando a refletir falta de confiança entre os empresários.
“Mesmo nos setores que ainda demonstram confiança, o otimismo é moderado. Assim, qualquer mudança no ânimo geral, como ocorreu entre junho e julho, faz esses setores migrarem rapidamente de uma confiança moderada para a falta de confiança”, observa Azevedo.
Empresários do Centro-Oeste voltam a demonstrar otimismo
Regionalmente, o destaque foi o Centro-Oeste. O ICEI da região subiu 0,7 ponto, chegando a 50,4 pontos, o que devolveu os empresários locais ao campo do otimismo. No Nordeste, o índice recuou 0,7 ponto, para 50,8 pontos, mas os industriais continuam otimistas.
No Norte, houve alta de 2,7 pontos, para 48,6 pontos, reduzindo a intensidade da falta de confiança na região, embora o pessimismo ainda predomine.
Já no Sudeste, o ICEI caiu 0,9 ponto, para 45,7 pontos, aprofundando o pessimismo dos empresários locais. No Sul, o índice variou apenas 0,1 ponto, também para 45,7 pontos, mantendo o quadro de falta de confiança.
Por porte de empresa, o ICEI ficou praticamente estável em julho entre pequenas e grandes indústrias. Nas pequenas, houve leve queda de 0,1 ponto, para 46,2 pontos. Nas grandes, o indicador permaneceu em 48,0 pontos. Entre as médias empresas, porém, o índice recuou 1,0 ponto, para 46,3 pontos, indicando aumento da falta de confiança nesse grupo.

















