Mais de mil empresários de todo o país, donos de micro e pequenas empresas, estão em São Paulo nesta semana, a convite do Sebrae, para apresentar seus produtos em um dos principais eventos de comércio eletrônico do Brasil. O Fórum E-Commerce Brasil, que termina nesta quinta-feira (30), reúne cerca de 340 expositores e mais de 600 palestrantes, com expectativa de movimentar R$ 2,5 bilhões em negócios.
“Temos atuado fortemente na qualificação das micro e pequenas empresas, nos 27 estados da Federação, preparando esses negócios para a exportação, principalmente no contexto do acordo entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor em maio. O mundo hoje é global; as plataformas de comércio e os marketplaces são espaços estratégicos de visibilidade para nossos produtos e serviços. Por isso, queremos ampliar cada vez mais a presença dos empreendedores nesses canais”, afirma Rodrigo Soares, presidente do Sebrae.
O Sebrae financiou a participação de 1.056 empreendedores de pequenos negócios para que conhecessem de perto o ecossistema de comércio digital promovido pelo E-Commerce Brasil. “Cabe a eles buscar soluções e entender as novas tecnologias para vender mais e melhor pela internet”, destaca William Almeida, analista de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional.
Consultoria para atuação em marketplaces
Com o objetivo de orientar pequenos negócios no uso de marketplaces, o Sebrae lançou, em 2025, o Programa Vitrine Global. A iniciativa foi apresentada durante o painel “Internacionalização de marcas brasileiras por meio do e-commerce”, realizado nesta terça-feira (28), no Fórum E-Commerce 2026.
O Vitrine Global surgiu a partir da constatação de que ainda há grande desconhecimento sobre comércio internacional e de que micro e pequenos empreendedores encontram dificuldades na relação com o e-commerce. “Todos podem exportar e internacionalizar suas vendas, mas nem toda empresa está pronta. E, seja para atuar em marketplaces ou participar de feiras internacionais, a empresa precisa estar preparada”, explica Sarah Rosa, analista de negócios internacionais do Sebrae-RJ, que participou do painel.
Ao lado do especialista da ApexBrasil, Marcello Martins, Sarah ressaltou que, embora empresas de pequeno porte enfrentem desafios significativos — como equipes reduzidas e entraves logísticos —, isso não deve ser motivo para desistir do mercado externo. “Exportar não é tão complexo quanto parece”, defende.
Depois de passar pela consultoria do Sebrae, a empresa é encaminhada para a ApexBrasil. “Para acessar o mercado externo, é necessário consistência, que vem a partir de muita qualificação”, afirma Marcello Martins.
Ele alerta, porém, que o excesso de ansiedade em vender pode levar a investimentos desproporcionais em publicidade e a um portfólio inflado de produtos. “O processo é gradual; é preciso atuar com estratégia e ter consciência de que o resultado vem no longo prazo. O ideal é focar no produto que tem maior saída”, recomenda.

















