A indústria automotiva argentina encerrou o primeiro semestre de 2026 com recuo na produção e nas vendas internas, movimento impulsionado por readequações operacionais e atualizações de portfólio. Dados da Associação de Fábricas de Automotores da Argentina (Adefa) indicam que a montagem totalizou 204.658 unidades de janeiro a junho, queda de 18,3% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho reflete adaptações nas linhas de montagem para a chegada de novos modelos e a maturação de investimentos industriais no país.
No ritmo das fábricas, o mês de junho registrou a produção de 37.029 veículos, recuo de 1,9% na comparação com maio e de 13,6% frente ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, a fabricação de comerciais leves garantiu o maior volume da produção local, somando 134.011 unidades, enquanto o segmento de veículos de passeio alcançou 70.647 unidades montadas.
Apesar da desaceleração fabril, as exportações registraram retração contida de 2,1% no semestre, somando 126.893 veículos enviados ao exterior. O Brasil se consolidou como o principal parceiro comercial da indústria vizinha, absorvendo 65% de todo o volume exportado, o equivalente a 82.486 unidades, seguido pelos países da América Central, que responderam por 12,8% dos embarques. O desempenho no exterior foi impulsionado pelos utilitários, cujos envios cresceram 13,2%, amortecendo a queda de 27,6% observada na exportação de carros de passeio.
No mercado interno, o volume repassado às concessionárias encolheu 23,7% no primeiro semestre, totalizando 228.129 unidades comercializadas contra as 299.001 registradas em igual período de 2025. Em contrapartida, o segmento de modelos eletrificados apresentou forte expansão, saltando de 947 unidades vendidas no primeiro semestre do ano anterior para 15.466 veículos em 2026, sinalizando uma mudança acelerada no perfil da frota comercializada no país.
















