ABVE vai produzir estudo sobre o impacto da eletromobilidade no Brasil

ABVE vai produzir estudo sobre o impacto da eletromobilidade no Brasil


Análise inédita busca mapear as emissões de carbono dos veículos elétricos com base na realidade energética brasileira e quantificar os efeitos sociais e econômicos da mobilidade sustentável no longo prazo

A ABVE assinou nesta segunda-feira (2/2) um contrato com a KPMG para produção de um inédito estudo sobre pegada de carbono dos veículos elétricos e eletrificados no Brasil e os impactos socioeconômicos de uma estratégia nacional de eletromobilidade.

O estudo avaliará, entre outros tópicos, as condições de emissão de carbono na fabricação e circulação de veículos elétricos e eletrificados, levando em conta fatores específicos da realidade brasileira.

Entre eles, uma matriz de geração de eletricidade mais de 90% renovável, ampla capacidade de produção de terras raras e minerais essenciais à mobilidade elétrica, cadeias produtivas já orientadas para a eletromobilidade e um mercado consumidor amigável às novas tecnologias.

“Contratamos uma das mais conceituadas empresas globais de consultoria para traçar um panorama abrangente e rigoroso dos efeitos da eletromobilidade na economia e na sociedade brasileira” – disse o presidente da ABVE, Ricardo Bastos.

“Esse estudo será importante não apenas para apoiar as estratégias de negócio das empresas associadas à ABVE e outras; será também uma contribuição de alto nível ao debate nacional sobre o futuro do País”.

“Queremos saber quais serão os impactos no longo prazo de uma estratégia nacional de eletromobilidade para a renovação tecnológica da indústria brasileira, a geração de novos empregos, a despoluição das cidades, a melhoria da saúde pública e a racionalização do sistema elétrico brasileiro, entre outros fatores” – acrescentou Ricardo Bastos.

TRUE VALUE

A importância do estudo está na sua abrangência. Por um lado, ele procurará rastrear as emissões de carbono tanto na circulação de veículos eletrificados produzidos no Brasil quanto de veículos importados, considerando uma matriz de geração de eletricidade amplamente renovável.

Por outro, procurará dimensionar e quantificar os custos das externalidades positivas e negativas – sociais, econômicas e ambientais – decorrentes de uma estratégia nacional de mobilidade mais ou menos focada na eletromobilidade, por meio de uma metodologia de cálculo de valoração de externalidades, “true value”, consagrada internacionalmente pela KPMG.

“Para a KPMG, será uma grande oportunidade de contribuir com este estudo independente sobre a descarbonização da mobilidade e dos processos produtivo, num mercado muito relevante para a transição energética” – disse Felipe Salgado, diretor da KPMG Brasil.

“A KPMG é reconhecida como líder global na análise e quantificação dos desdobramentos sociais e econômicos da introdução das novas tecnologias” – acrescentou André Winter, diretor da KPMG Brasil. “Estamos ansiosos para aplicar nossa expertise à realidade brasileira”.

O estudo será produzido no primeiro semestre de 2026 por uma equipe multidisciplinar da KPMG Brasil. Um resumo das conclusões será apresentado no evento de 20 anos de fundação da ABVE, previsto para o início de junho em São Paulo.