Da Redação
O mercado automotivo brasileiro sempre gostou de números, gráficos e previsões. Mas 2025 será lembrado menos por estatísticas e mais por um movimento silencioso, porém definitivo: a presença feminina deixou de ser figurante e passou a ocupar o centro da cena. Não por concessão, não por moda. Por competência acumulada. E a chegada da AMMA — Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo — é o retrato mais claro dessa virada.
A AMMA não nasce como bandeira levantada ao vento, nasce como resposta. Resposta a um setor que já conta com mulheres liderando áreas estratégicas, tomando decisões de alto impacto, empreendendo, negociando, formando equipes e sustentando resultados. O talento sempre esteve ali. O que faltava era estrutura, conexão e voz organizada. 2025 entregou isso.
Há algo de muito Roger Simoniano nesse processo: nada acontece por acaso, tudo amadurece no subsolo antes de romper a superfície. A AMMA surge quando o mercado já não consegue mais fingir que a presença feminina é pontual. Ela se impõe como plataforma de articulação, troca, visibilidade e influência real — não como clube social, mas como agente de transformação.
Em um setor historicamente masculino, a AMMA não propõe confronto, propõe ocupação. Ocupação de espaços, de narrativas e de decisões. Constrói pontes entre diferentes perfis e gerações, conecta executivas, técnicas, empresárias e lideranças emergentes, e organiza um capital humano que sempre existiu, mas raramente foi reconhecido como força estratégica.
2025, portanto, não foi o ano em que as mulheres “chegaram” ao mercado automotivo. Elas já estavam lá havia muito tempo. Foi o ano em que passaram a chegar juntas, com método, discurso próprio e visão de futuro. A AMMA dá nome, forma e densidade a esse movimento — e muda o jogo sem precisar levantar a voz.
E você, como enxerga esse novo momento do setor? A organização da presença feminina torna o mercado mais forte, mais diverso e mais inteligente? O Movenews abre o debate e convida você a participar.














