Os emplacamentos de motocicletas bateram recorde histórico, com alta superior a 17% em 2025. Setor em geral superou 5,1 milhões de unidades emplacadas no ano.
Com 4 dias úteis a mais do que em 2024, o setor automotivo encerrou o ano de 2025, com 5.124.544 unidades emplacadas, uma alta de 8,02% sobre o ano anterior, segundo dados divulgados pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. O crescimento geral, pouco maior do que o previsto pela entidade (7,2%), se deve ao protagonismo das motocicletas, que bateram recorde histórico, com aumento de mais de 17%, atingindo 2.197.308 unidades vendidas no mercado interno.
O mês de dezembro de 2025 teve 492.468 unidades emplacadas, resultado que representa crescimento de 12,28% em relação a novembro e 14,97% sobre dezembro de 2024, refletindo, entre outros fatores, o maior número de dias úteis no mês, que somou 22 dias, quatro a mais que em novembro.
“O desempenho do setor em geral se mostrou positivo, mesmo diante de um cenário de crédito mais restritivo, com taxas de juros altas. À exceção de caminhões e implementos rodoviários, todos os segmentos tiveram resultado positivo em 2025, em percentuais muito próximos aos estimados pela Fenabrave”, avalia Arcelio Junior, presidente entidade.
Emplacamentos em dezembro de 2025 e no acumulado
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Projeções estimadas pela Fenabrave para 2025

Emplacamentos de Veículos – Avaliação por Segmento








PROJEÇÕES PARA 2026
As projeções da Fenabrave para 2026 apontam crescimento total mais moderado do mercado, com 5,25 milhões de unidades emplacadas, representando alta de 6,1% sobre 2025.
- O maior avanço deve ser, novamente, liderado pelo segmento de motocicletas, para o qual a Fenabrave projeta um crescimento de 10% em 2026, atingindo a marca de 2.416.980 unidades emplacadas no Brasil. O segmento continuará sendo beneficiado pelos serviços de entregas e pela opção de transporte individual. Em 2026, haverá ainda mais emplacamentos de duas rodas, considerando que as motonetas, de até 50 cilindradas passam a ser emplacadas. “Como esse emplacamento obrigatório será retroativo às usadas, haverá, inicialmente, um aumento muito mais acentuado nos primeiros meses do ano”, destaca Arcelio Junior.
- Para automóveis e comerciais leves, as projeções apontam para um aumento equivalente ao estimado para 2025: 3% de expansão, totalizando 2.625.912 unidades emplacadas. Na visão do Presidente da Fenabrave, se as taxas de juros forem reduzidas e a Lei do Marco das Garantias for, efetivamente, implementada, haverá maior e melhor oferta de crédito para financiamentos. “Além disso, o Programa Carro Sustentável, que reduziu IPI para modelos específicos de entrada, mostrou o positivo impacto nas vendas e poderia favorecer os demais segmentos de automóveis, de maior volume, se ampliado em 2026, para todos os modelos”, declarou Arcelio Junior;
- Para o segmento de caminhões, que amargou queda acentuada em 2025, as estimativas da Fenabrave estão mais otimistas em 2026, quando se espera um volume de 114.752 caminhões emplacados, numa expansão de 3,5%. Segundo o Presidente da Fenabrave, “o Move Brasil, programa de renovação de frota de caminhões, anunciado pelo Governo Federal, e que teve apoio da Fenabrave, deve aportar R$10 bilhões, até junho, para o financiamento subsidiado de caminhões, a taxas entre 13% e 14% a/a, o que pode impulsionar o setor, além da expectativa de redução da Taxa Selic, até o final do ano, e da boa safra agrícola, para grãos, estimulando as vendas do segmento”;
- Para os implementos rodoviários, que vêm sofrendo sucessivas quedas de vendas ao longo dos últimos anos, 2026 pode oferecer pequena retomada, com aumento de 2% sobre a base negativa de 2025. Com isso, devem ser emplacados 72.450 implementos rodoviários;
- Diante da expectativa de uma possível renovação da frota de ônibus para transporte urbano, mas ainda sem previsões para novos volumes relacionados ao Programa Caminho da Escola, a Fenabrave projeta um aumento de 3% para os emplacamentos de ônibus em 2026, devendo totalizar 29.709 unidades;

Máquinas Agrícolas
Mesmo ainda sem o fechamento do ano de 2025, as expectativas para as vendas de máquinas agrícolas, no atacado, apontam para um crescimento global em torno de 3,4% em 2026.
Ocrescimento moderado deverá ser impulsionado por novas tecnologias (IA, motores a etanol) e potencial queda de juros, mas ainda poderá ser desafiado por custos elevados e crédito restrito. Fatores como preços das commodities e instabilidade externa podem frear investimentos por parte dos produtores rurais, apesar da boa safra esperada para o ano.
Dentro desse cenário, o setor deverá buscar diversificar fontes de crédito e focar em alternativas como consórcios para impulsionar as vendas.












