No mês em que o Ibovespa avançou 3,78% e acumulou 13 recordes de pontuação, as ações ligadas ao setor automotivo também surfaram a onda positiva trazida pelo fluxo de capital estrangeiro. Somente em 2026, a Bolsa brasileira já recebeu mais de R$ 41,7 bilhões de investidores de fora, superando o volume de todo o ano de 2025.
Na carteira automotiva, os maiores ganhos no período ficaram com as ações da Riosulense (RSUL4), que subiram 10,38%. Em seguida vieram Schulz (SHUL4), com alta de 7,87%; Marcopolo (POMO4), com 5,04%; Mahle Metal Leve (LEVE3), com 4,48%; e Tupy (TUPY4), que registrou valorização de 3,20%.
Por outro lado, algumas empresas do segmento perderam fôlego no mês. As ações da Randon (RAPT4) recuaram 2,78%; Iochpe-Maxion (MYPK3) caiu 1,95%; e Fras-le (FRAS3) encerrou o período com baixa de 1,57%.
Índice das Ações Automotivas
O IAA (Índice das Ações Automotivas) é um indicador criado pelo After.Lab para acompanhar o desempenho das empresas do setor automotivo listadas na Bolsa. Embora ainda seja relativamente pequeno o número de companhias do segmento com capital aberto, o grupo já permite uma leitura consistente sobre a performance das operações ligadas ao universo automotivo que buscam o mercado de capitais para financiar crescimento e atrair investidores.
A metodologia do índice considera as variações diárias dos preços de fechamento de cada papel e consolida esses movimentos em uma média: o IAA. Esse índice médio é calculado a partir das sete empresas selecionadas e comparado ao desempenho do Ibovespa, gerando gráficos que permitem observar o comportamento das ações automotivas em relação ao mercado como um todo. Os dados são ajustados para destacar variações em tempo quase real.
Dessa forma, o After.Lab – núcleo de pesquisa e inteligência de negócios com foco no mercado de reposição automotiva – oferece ao setor um índice semanal que pode ser usado como referência (benchmarking) para avaliação comparativa do desempenho do mercado automotivo. O IAA funciona como um termômetro alinhado à movimentação das grandes empresas listadas na Bolsa, oferecendo uma visão analítica baseada em indicadores sensíveis medidos diariamente nos pregões.

















