O Brasil vem ganhando espaço com rapidez entre os principais destinos dos veículos produzidos na China. Em 2025, foram enviadas ao País 322 mil unidades, o quinto maior volume destinado a um único mercado, segundo levantamento do site especializado chinês Car News China.
Mesmo com esse avanço, o Brasil respondeu por apenas 4% das exportações totais da indústria automotiva chinesa. De acordo com a CPCA, associação chinesa de fabricantes de veículos de passageiros, a China exportou no ano passado 8,32 milhões de automóveis e comerciais leves para todos os continentes, um crescimento de 30% em relação a 2024.
Desse total, 3,43 milhões eram modelos de novas energias — principalmente híbridos e elétricos — volume 70% superior ao do ano anterior. Para o Brasil, foram destinadas 200,8 mil unidades desse tipo.
Maiores mercados de veículos chineses em 2025
- México – 625.187 unidades
- Rússia – 582.738
- Emirados Árabes Unidos – 571.937
- Reino Unido – 335.551
- Brasil – 322.076
- Arábia Saudita – 302.189
- Bélgica – 300.103
- Austrália – 297.382
- Filipinas – 256.681
- Cazaquistão – 211.545
Fonte: Car News China
À frente do Brasil aparecem apenas México, Rússia, Emirados Árabes Unidos e o Reino Unido, este último com diferença relativamente pequena: cerca de 13 mil veículos a mais.
Dados da Anfavea indicam que os emplacamentos de veículos chineses no Brasil ultrapassaram 187 mil unidades em 2025. A entidade estima ainda que as montadoras chinesas encerraram o ano com pelo menos outros 100 mil veículos em estoque no País, o que mantém os números próximos aos apontados pela publicação chinesa.
Líder do ranking, o México recebeu 625 mil unidades, quase o dobro do volume destinado ao mercado brasileiro, e ultrapassou a Rússia, que havia sido o principal destino dos veículos chineses no ano anterior.
Na composição das exportações da China, os veículos elétricos responderam por 28% do total, dois pontos percentuais acima do resultado de 2024. Os híbridos plug-in cresceram 8% na mesma base de comparação e fecharam 2025 com 13% de participação. Já os híbridos convencionais representaram apenas 6%.
Apesar de ainda dominarem o mix de exportações, com 43% do total, os veículos com motor a combustão interna perderam espaço: a participação desse tipo de produto recuou 11% em relação ao volume embarcado um ano antes.














