A Oica, Organização Internacional dos Fabricantes de Veículos, que reúne 34 associações dos principais polos automotivos do mundo, ainda não divulgou seu balanço oficial. Mesmo assim, com base nos dados fornecidos pelas próprias montadoras, já é possível afirmar: as empresas chinesas conquistaram três posições entre as dez maiores fabricantes globais.
O topo do ranking de vendas de veículos em 2025 não mudou. Toyota, Volkswagen, Hyundai e General Motors, nessa ordem, mantiveram a liderança, repetindo o quadro do ano anterior.
A Toyota negociou 11,3 milhões de veículos no ano, somando as marcas Toyota, Lexus, Daihatsu e os caminhões Hino. O crescimento de 4,6% em relação a 2024 ampliou ainda mais a distância em relação ao Grupo Volkswagen, que teve leve retração de 0,5% e ficou próximo de 9 milhões de unidades somando todas as suas marcas.
A Stellantis manteve a quinta posição, com quase 5,5 milhões de veículos vendidos, alta de 1,6% na comparação anual. O grupo, que reúne quinze marcas, porém, já começa a ver a aproximação da BYD pelo retrovisor. A chinesa ultrapassou a Ford ao atingir 4,6 milhões de unidades, crescimento de 7,7%, e assumiu a sexta colocação.
Com 4,4 milhões de veículos vendidos, a tradicional montadora norte-americana também foi superada por outra chinesa, a SAIC, que alcançou 4,5 milhões de unidades. A SAIC, por sua vez, quase perdeu posição para o Grupo Geely, também da China.
O conglomerado que controla marcas como Geely, Volvo e Zeekr registrou o maior avanço entre os dez maiores fabricantes globais. Suas vendas chegaram a 4,1 milhões de veículos, 850 mil a mais do que em 2024, um salto de 26,5%.
A Honda, que perdeu a nona posição justamente para a Geely e agora fecha a lista, reforça o domínio asiático no topo da indústria. Dos dez maiores grupos, seis são asiáticos. Juntos, eles venderam mais de 35,3 milhões de unidades, contra 25 milhões dos quatro grupos ocidentais.
Maior polo produtivo do mundo, com 34,5 milhões de veículos fabricados, a China elevou sua participação no mercado global para algo em torno de 35,6%, 1,4 ponto percentual acima da fatia registrada em 2024, segundo a CAAM, a Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros.
No total, as montadoras chinesas venderam 34,4 milhões de veículos e ganharam espaço de forma acelerada nos mercados internacionais. A BYD, por exemplo, exportou mais de 1 milhão de unidades, um crescimento de 145% em relação ao ano anterior, volume praticamente equivalente ao da conterrânea SAIC.
















