Em fevereiro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) recuou em 16 segmentos e avançou em outros 13. Um dos destaques negativos foi o setor de perfumaria, limpeza e higiene pessoal, cujo indicador caiu abaixo da linha de 50 pontos, limite que separa confiança de falta de confiança. Com isso, passou para 21 o número de setores industriais em campo pessimista. Apenas oito segmentos ainda demonstram confiança, de acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira (27) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
“A falta de confiança persiste há um bom tempo, o que é preocupante, porque isso vai se consolidando em decisões de redução de produção, de investimento e de emprego nesses setores”, afirma Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
Entre os diferentes portes de empresa, o cenário também é de cautela. Nas pequenas indústrias, o ICEI recuou 0,3 ponto, para 47,6 pontos. Nas grandes, a queda foi idêntica: menos 0,3 ponto, com o índice chegando a 49,2 pontos. As médias empresas destoaram levemente: houve alta de 0,3 ponto, para 49,3 pontos. Ainda assim, em todos os portes o indicador segue abaixo dos 50 pontos, o que sinaliza falta de confiança do empresariado.
Cenário melhora entre as regiões
Do ponto de vista regional, o Norte registrou a maior alta do ICEI entre janeiro e fevereiro. O índice avançou 1,6 ponto, de 48,7 para 50,3 pontos, retornando à faixa de confiança. A região se soma, assim, ao Centro-Oeste, onde o indicador subiu 0,7 ponto e atingiu 52,1 pontos, e ao Nordeste, que mesmo após queda de 2 pontos mantém um patamar positivo, em 53,1 pontos.
Já no Sudeste, o ICEI recuou 0,5 ponto, de 47,3 para 46,8 pontos. No Sul, houve leve melhora, com alta de 0,8 ponto, chegando a 47,2 pontos. Apesar dos movimentos opostos, ambas as regiões permanecem na zona que indica falta de confiança dos industriais.

















