Comércio eletrônico projeta faturar R$ 260 bi em 2026 e R$ 300 bi em 2028

E-commerce no Brasil deve faturar R$ 260 bi em 2026 e alcançar R$ 300 bi em 2028

A Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom, antiga ABComm) projeta um faturamento de R$ 258,9 bilhões para o comércio eletrônico em 2026, alta de 9,9% em relação a 2025, quando o setor movimentou R$ 235,5 bilhões.

“A digitalização do consumo é um caminho sem volta”, afirma o presidente da entidade, Fernando Mansano. Segundo ele, o e-commerce continua em expansão, impulsionado por novas tecnologias e pelo avanço da inteligência artificial, que passa a ter papel central nas operações. O resultado, destaca, são compras “cada vez mais personalizadas” e um ambiente de negócios com mais oportunidades “para pequenos e grandes players”.

A Abiacom projeta que o setor alcance – e ultrapasse – a marca de R$ 300 bilhões em 2028, chegando a R$ 313,5 bilhões. Isso deve ocorrer apenas quatro anos depois de o comércio eletrônico ter rompido a barreira de R$ 200 bilhões, evidenciando um ciclo de crescimento sustentado.

Apesar de a taxa prevista para 2026 ser menor do que a de 2025 – ano em que o faturamento avançou 15,3% sobre 2024, quando somou R$ 204,3 bilhões –, o movimento segue em trajetória ascendente, com renovação constante de recordes. Entre 2020 e 2025, a alta acumulada chega a 86,3%.

Para 2026, a entidade estima um tíquete médio de R$ 562,15, acima dos R$ 536,60 registrados em 2025, o que representa crescimento de 4,8%, percentual superior à inflação projetada, em torno de 4%. As projeções apontam ainda para 460,9 milhões de pedidos (+5%) e 97,1 milhões de compradores (+3,1%).

O perfil do consumidor digital segue majoritariamente feminino: as mulheres respondem por 60% das compras online. Na divisão por faixa etária, o grupo de 35 a 44 anos lidera, com 35% de participação – segmento classificado pela Abiacom como “geração millennial”. Logo atrás aparecem, praticamente empatadas, as faixas de 25 a 34 anos (22,3%) e de 45 a 54 anos (22%).

Do ponto de vista geográfico, o Sudeste concentra 55,9% das compras no e-commerce, sendo 32% apenas no estado de São Paulo. Em seguida vêm as regiões Sul (16,6%), Nordeste (16,1%), Centro-Oeste (8%) e Norte (3,4%).

No recorte socioeconômico, a classe C é protagonista, respondendo por 54% das compras virtuais. Para a Abiacom, esse número reflete o aumento do acesso à tecnologia e o avanço da inclusão financeira no país. As classes A e B somam 32,5% das transações, enquanto as classes D e E representam 13,5% do total.