Confiança do empresário do comércio aumenta pelo quarto mês seguido

Confiança do Empresário do Comércio Sobe pelo Quarto Mês Seguida e Indica Retomada Econômica

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) atingiu 104,7 pontos em fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, o maior nível desde julho do ano passado. Frente a janeiro, o avanço foi de 1,6%, consolidando a quarta alta consecutiva. O movimento é impulsionado por uma avaliação mais favorável das condições atuais e por uma retomada nas intenções de investimento.

“Para que 2026 consolide e amplie os resultados projetados, o Brasil precisa, antes de tudo, garantir um ambiente de negócios estável, previsível e juridicamente seguro. Isso exige maturidade no debate sobre produtividade e competitividade”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

A Confederação defende que temas sensíveis, como limites de carga horária em diferentes jornadas de trabalho, sejam tratados na negociação coletiva, preservando a prevalência do negociado sobre o legislado, como prevê a Reforma Trabalhista de 2017. “Segurança jurídica, valorização do diálogo entre empregadores e trabalhadores e foco em eficiência são pilares indispensáveis para sustentar o crescimento econômico e gerar oportunidades para a sociedade brasileira”, reforça Tadros.

Motores da recuperação: economia e investimentos

O destaque do mês foi o subíndice de Condições Atuais da Economia, que avançou 5,1% na comparação com janeiro. Ainda predomina um sentimento de cautela, mas a fatia de empresários que enxergam piora no cenário econômico (70,6%) é a menor desde janeiro do ano passado.

A recuperação também aparece no Índice de Investimento (IIEC), que cresceu 1,1% na comparação anual. A economista da CNC, Catarina Carneiro, atribui esse resultado a três fatores: “Os varejistas projetam um cenário de juros mais favoráveis para os próximos meses, o que estimula novas decisões de aporte e, em consequência, uma maior estimativa de contratação. Esses dois fatores tendem a atuar no controle de preços, de modo que supermercados e farmácias registraram aumento de 3,0% na percepção atual nos últimos 12 meses, indicando um nível de preços mais estável.”

Desempenho por segmento e expectativas

O comércio de bens duráveis – que inclui eletrônicos, móveis e veículos – liderou o otimismo mensal, com alta de 1,8% na confiança, em linha com a melhora na intenção de consumo das famílias para esses produtos. Apesar disso, o segmento ainda sente os efeitos do ciclo de juros elevados de 2024, registrando retração anual de 1,0%, a menor dos últimos 13 meses.

Em relação ao futuro próximo, 62,0% dos empresários mantêm expectativas positivas de melhora da economia. O Índice de Expectativas (IEEC) avançou 1,0% em fevereiro, mas ainda apresenta recuo de 0,9% na comparação anual, o que indica que a recuperação é percebida de forma mais intensa no presente do que nas projeções de longo prazo.

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