Em 2025, taxa anual de desemprego atinge menor nível histórico em 20 estados

Taxa de desemprego em 2025 atinge menor nível histórico em 20 estados brasileiros

Dezenove estados e o Distrito Federal encerraram 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20/02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No consolidado nacional, o país fechou 2025 com taxa de desemprego de 5,6%, também a menor da série. A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais, em qualquer tipo de ocupação: com ou sem carteira assinada, temporários, autônomos e outras formas de trabalho. Só é classificado como desocupado quem procurou emprego nos 30 dias anteriores à entrevista. Ao todo, 211 mil domicílios são visitados em todos os estados e no DF.

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, o patamar historicamente baixo em 2025 “decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real”.

Mínimas históricas

As unidades da federação que registraram as menores taxas de desemprego de sua série histórica em 2025 foram:

Mato Grosso: 2,2%
Santa Catarina: 2,3%
Mato Grosso do Sul: 3,0%
Espírito Santo: 3,3%
Paraná: 3,6%
Rio Grande do Sul: 4,0%
Minas Gerais: 4,6%
Goiás: 4,6%
Tocantins: 4,7%
São Paulo: 5,0%
Paraíba: 6,0%
Ceará: 6,5%
Pará: 6,8%
Maranhão: 6,8%
Distrito Federal: 7,5%
Amapá: 7,9%
Sergipe: 7,9%
Rio Grande do Norte: 8,1%
Amazonas: 8,4%
Bahia: 8,7%

Rondônia não bateu recorde, mas manteve um dos menores índices do país: 3,3%, o quarto mais baixo. A mínima histórica do estado, 3,1%, foi registrada em 2023. Entre os estados que alcançaram seus menores níveis de desemprego em 2025, apenas o Amazonas não reduziu a taxa em relação a 2024, repetindo 8,4%.

Doze estados abaixo da média nacional

O levantamento mostra que 12 das 27 unidades da federação registraram taxa de desemprego inferior à média nacional de 5,6%, enquanto 15 ficaram acima. Três estados do Nordeste concentram as maiores taxas de desocupação.

Veja o ranking por estado:

Mato Grosso: 2,2%
Santa Catarina: 2,3%
Mato Grosso do Sul: 3,0%
Espírito Santo: 3,3%
Rondônia: 3,3%
Paraná: 3,6%
Rio Grande do Sul: 4,0%
Goiás: 4,6%
Minas Gerais: 4,6%
Tocantins: 4,7%
São Paulo: 5,0%
Roraima: 5,1%
Média Brasil: 5,6%
Paraíba: 6,0%
Ceará: 6,5%
Acre: 6,6%
Maranhão: 6,8%
Pará: 6,8%
Distrito Federal: 7,5%
Rio de Janeiro: 7,6%
Sergipe: 7,9%
Amapá: 7,9%
Rio Grande do Norte: 8,1%
Alagoas: 8,3%
Amazonas: 8,4%
Bahia: 8,7%
Pernambuco: 8,7%
Piauí: 9,3%

Informalidade em alta no Norte e Nordeste

A Pnad Contínua também evidencia as diferenças regionais na informalidade. Enquanto a taxa média de trabalhadores informais no país foi de 38,1% em 2025, 18 estados ficaram acima desse nível, com maior concentração no Norte e no Nordeste.

Na informalidade, os trabalhadores não contam com garantias como previdência, 13º salário, seguro-desemprego e férias. Confira os índices por unidade da federação:

Maranhão: 58,7%
Pará: 58,5%
Bahia: 52,8%
Piauí: 52,6%
Ceará: 51,0%
Amazonas: 50,8%
Paraíba: 49,0%
Sergipe: 48,2%
Pernambuco: 47,8%
Alagoas: 47,5%
Rondônia: 46,1%
Acre: 45,2%
Amapá: 44,2%
Roraima: 40,3%
Tocantins: 39,7%
Espírito Santo: 39,0%
Rio Grande do Norte: 39,0%
Rio de Janeiro: 38,5%
Média Brasil: 38,1%
Minas Gerais: 36,8%
Mato Grosso: 36,3%
Goiás: 35,1%
Mato Grosso do Sul: 32,1%
Paraná: 31,6%
Rio Grande do Sul: 31,4%
São Paulo: 29,0%
Distrito Federal: 27,3%
Santa Catarina: 26,3%

Renda acima da média nacional

O IBGE também mediu o rendimento médio mensal dos trabalhadores. O Distrito Federal e oito estados fecharam 2025 com salários acima da média nacional, de R$ 3.560.

O DF lidera com folga, impulsionado pelo peso do funcionalismo público, que costuma garantir remunerações mais altas que a média do setor privado.

Veja o rendimento médio por unidade da federação:

Distrito Federal: R$ 6.320
São Paulo: R$ 4.190
Rio de Janeiro: R$ 4.177
Santa Catarina: R$ 4.091
Paraná: R$ 4.083
Rio Grande do Sul: R$ 3.916
Mato Grosso do Sul: R$ 3.727
Mato Grosso: R$ 3.688
Goiás: R$ 3.628
Média Brasil: R$ 3.560
Espírito Santo: R$ 3.497
Roraima: R$ 3.438
Rondônia: R$ 3.362
Minas Gerais: R$ 3.350
Tocantins: R$ 3.129
Amapá: R$ 3.089
Rio Grande do Norte: R$ 3.003
Sergipe: R$ 2.855
Acre: R$ 2.794
Amazonas: R$ 2.733
Pernambuco: R$ 2.666
Paraíba: R$ 2.577
Piauí: R$ 2.561
Alagoas: R$ 2.531
Pará: R$ 2.508
Ceará: R$ 2.394
Bahia: R$ 2.284
Maranhão: R$ 2.228