Em 2025, o mercado financeiro brasileiro viveu um ano de extremos, alternando recordes e fortes correções. O Ibovespa, principal índice da Bolsa, fechou o ano em alta de 33,95%, refletindo um ciclo positivo para a renda variável no País.
No recorte específico do setor automotivo, o IAA (Índice de Ações Automotivas) avançou apenas 0,09% no período. O desempenho tímido contrasta com algumas valorizações expressivas dentro da própria carteira. Os papéis da Mahle Metal Leve (LEVE3) saltaram 35,25%, enquanto Fras-le (FRAS3) subiu 20,67%. Mesmo assim, esses resultados não foram suficientes para puxar o índice para cima.
O principal peso negativo veio de Tupy (TUPY4) e Randon (RAPT4), que amargaram desvalorizações de 45,90% e 42,63%, respectivamente. As duas companhias foram fortemente pressionadas pelo aumento da concorrência de peças e equipamentos chineses, além das tarifas impostas pelo governo Donald Trump sobre produtos brasileiros, fatores que afetaram margens e expectativas de resultado.
Outras ações da carteira também encerraram o ano no campo negativo: Schulz (SHUL4) caiu 1,31% e Iochpe-Maxion (MYPK3) recuou 7,06%. Já Marcopolo (POMO4), com alta de 5,31%, e Riosulense (RSUL4), com valorização de 3,50%, contribuíram positivamente, mas sem reverter o quadro de acomodação do índice como um todo.
Índice de Ações Automotivas
Criado pelo After.Lab, o IAA acompanha o desempenho em Bolsa das empresas do setor automotivo listadas no mercado acionário brasileiro. Embora o número de companhias do segmento com capital aberto ainda seja limitado, o conjunto já permite uma leitura consistente sobre a performance das operações ligadas ao universo automotivo que buscam investidores no pregão do Ibovespa para financiar crescimento e inovação.
A metodologia do índice consolida as variações diárias dos preços de fechamento de cada ação selecionada, produzindo uma média setorial: o IAA – Índice de Ações Automotivas. Esse indicador representa o comportamento médio das sete empresas que compõem a carteira e é comparado ao Ibovespa, gerando gráficos que mostram, em tempo quase real, como as ações automotivas se movimentam em relação ao mercado amplo.
Com isso, o After.Lab – núcleo de pesquisa e inteligência de negócios focado no aftermarket automotivo – disponibiliza ao mercado um índice semanal que pode ser usado como referência de benchmarking. A proposta é oferecer uma ferramenta adicional para a avaliação comparativa do desempenho do setor automotivo, tomando como base o comportamento em Bolsa de grandes empresas e permitindo uma visão analítica mais precisa sobre tendências, ciclos e sensibilidade do segmento às mudanças econômicas e regulatórias.













