O Índice Nacional de Confiança (INC), divulgado nesta quinta-feira (5/3) pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), fechou fevereiro estável em relação a janeiro, mantendo-se em 100 pontos. Esse é o patamar considerado neutro do indicador, que varia de 0 a 200 pontos.
Na comparação com fevereiro de 2025, o INC registrou alta de 1%. A pesquisa foi feita com 1.679 famílias em todo o país, moradoras de capitais e cidades do interior.
Por região, o quadro de fevereiro em relação a janeiro foi de estabilidade em quase todo o território nacional, com exceção do Sudeste, onde houve aumento da confiança dos consumidores.
O recorte por classe socioeconômica mostra um cenário mais desigual: a confiança cresceu entre as famílias da classe C, mas recuou entre as classes AB e DE.
Na divisão por gênero, o comportamento também foi misto: houve alta da confiança entre os homens e queda entre as mulheres.
De acordo com a ACSP, as famílias passaram a avaliar pior a própria situação financeira atual. Em contrapartida, as expectativas em relação à renda e ao emprego mostraram melhora moderada, embora acompanhadas de uma percepção menor de segurança no trabalho.
A entidade destaca que “a piora na avaliação da situação atual de emprego e renda resultou em menor disposição para a compra de itens de maior valor, como carro e casa, além de bens duráveis, como geladeira e fogão, e também reduziu a propensão a investir”.
Para o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, o mercado de trabalho segue gerando aumentos de renda e de ocupação, o que, somado ao novo crédito consignado e a outras transferências de renda do governo, sustenta o ânimo e o consumo das famílias. “No entanto, os prováveis efeitos positivos dessa dinâmica do mercado de trabalho sobre a confiança do consumidor parecem estar sendo compensados pelos efeitos negativos do elevado grau de endividamento das famílias e da desaceleração econômica provocada pelos juros elevados”, avalia.

















