AXP Investimentos divulgou nesta quinta-feira (26) um novo relatório sobre o setor de bens de capital, revendo para baixo sua avaliação depois de uma temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) marcada por surpresas negativas e cortes de estimativas.
De acordo com o documento, o ambiente de negócios ficou mais instável com o aumento das tensões geopolíticas, o que acrescenta volatilidade aos preços de combustíveis e pressiona as expectativas de inflação. Para os analistas, esse contexto torna o ciclo de cortes da taxa Selic no Brasil bem menos previsível do que se imaginava alguns meses atrás.
Diante desse cenário mais arriscado, a XP afirma que sua preferência recai sobre companhias com fundamentos sólidos, algum tipo de proteção contra oscilações do dólar e balanços patrimoniais mais resilientes.
Favoritas
Mesmo com o setor sob pressão, duas empresas se destacaram pela consistência dos resultados e pelo cenário à frente. O relatório aponta Marcopolo (POMO4) e Embraer (EMBJ3) como as principais recomendações da casa no segmento.
No caso da Marcopolo, a XP ressalta que a companhia ganhou protagonismo na safra de balanços entre as fabricantes de autopeças. Os números do 4T25 vieram fortes, com margens saudáveis sustentadas por um mix de produtos mais favorável.
Revisões negativas
Em contrapartida, o ambiente para fabricantes de componentes automotivos e veículos de grande porte segue bastante pressionado pela retração do consumo na América do Norte.
Com base nessa leitura, os analistas decidiram rebaixar a recomendação para as ações da Randoncorp (RAPT4) para neutra. A Frasle (FRAS3) também deve sentir os efeitos do atual contexto, levando a XP a adotar uma postura mais cautelosa em relação às duas empresas.
















