O mercado de veículos usados no Brasil fechou 2025 com o maior volume da série histórica. De acordo com a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), foram comercializadas 18,5 milhões de unidades no ano, alta de 17,3% em relação a 2024.
O avanço não traduz apenas a preferência do consumidor brasileiro por alternativas de mobilidade mais acessíveis. Ele se espalha por toda a cadeia automotiva, com impacto direto sobre o setor de autopeças, oficinas e serviços de manutenção.
Mesmo em um cenário de juros elevados e crédito restrito, a demanda por usados se mantém resiliente, com projeções de crescimento contínuo para os próximos anos. Análises de mercado indicam, ainda, que os preços médios dos seminovos seguem pressionados, reflexo da combinação entre oferta limitada e procura aquecida.
Centro de Distribuição da AutoZone Brasil
Efeito multiplicador na cadeia de autopeças
A maior permanência dos veículos em circulação fortalece o mercado de reposição. Carros que rodam por mais tempo exigem manutenção periódica, substituição de componentes e serviços especializados para preservar segurança, desempenho e valor de revenda. Em outras palavras, a extensão da vida útil da frota amplia o consumo de peças e serviços em toda a rede.
Esse movimento já aparece com clareza no varejo especializado. Em 2025, as vendas de autopeças da AutoZone Brasil registraram crescimento de dois dígitos, impulsionadas principalmente pelo aumento da conscientização sobre manutenção preventiva e corretiva. O resultado indica uma mudança de comportamento do motorista brasileiro, que passa a tratar o veículo usado como um ativo a ser preservado e valorizado ao longo do tempo.
Outro segmento em destaque foi o de acessórios e produtos de cuidados automotivos — linha voltada à estética, conservação e conforto do veículo. Itens como produtos de limpeza, conservação de pintura, proteção interna e melhorias de conforto ajudam a manter o carro com aparência de novo e contribuem diretamente para elevar seu valor na revenda.
“O crescimento das vendas de carros usados mostra como o brasileiro passou a valorizar ainda mais a manutenção do automóvel como patrimônio. Quando o veículo permanece mais tempo em circulação, cresce a busca por peças de reposição, cuidados preventivos e acessórios que garantam bom funcionamento e boa aparência no dia a dia”, afirma o time da AutoZone Brasil.
Perspectivas
A avaliação de especialistas é que o dinamismo do mercado de seminovos deve continuar sustentando o setor de reposição nos próximos anos. Em um ambiente em que consumidores e empresas buscam eficiência financeira e soluções de mobilidade mais econômicas, a manutenção preventiva ganha protagonismo como estratégia de preservação de capital.
“A expansão das vendas de carros usados representa, portanto, não apenas um retrato da economia brasileira atual, mas também uma oportunidade concreta para inovação, crescimento e fortalecimento da cadeia automotiva nacional”, conclui o time da AutoZone Brasil.















