Setor mantém ritmo acelerado; mês de março também alcança recorde de produção
As fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) seguem em ritmo acelerado de produção. No primeiro trimestre, foram produzidas 561.448 unidades, o que indica um crescimento de 12,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, o volume registrado representa o segundo melhor desempenho histórico para o primeiro trimestre.
O setor atingiu um recorde histórico no mês de março, com 212.716 unidades produzidas. O volume representa um avanço de 34,5% na comparação com março do ano passado e de 29,6% em relação a fevereiro.
“O resultado reafirma o bom momento do segmento, com ritmo consistente de produção e alinhados à demanda do mercado”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Bento. “Apesar do desempenho positivo, seguimos atentos aos desafios previstos para o ano, especialmente no que se refere ao cenário internacional e a possibilidade de estiagem na região amazônica. Mesmo assim, mantemos uma perspectiva de continuidade do crescimento ao longo do ano”, completa.
A Abraciclo projeta fechar o ano com 2.070.000 motocicletas fabricas, crescimento de 4,5% em relação a 2025.
Produção por categoria e cilindrada
A partir deste mês, a Abraciclo passa a adotar uma nova classificação para o segmento motocicleta, refletindo de forma mais precisa a evolução do mercado. O novo modelo estabelece a segmentação dos produtos em 14 categorias, com a inclusão da Crossover, Classic, Super Sport e Sport Touring, bem como a exclusão da Custom.
A revisão da classificação foi desenvolvida em conjunto com as associadas e acompanha as transformações no perfil de consumo, a introdução de novas tecnologias nos produtos e a diversificação do mercado de motocicletas.
Dentro da nova classificação, a categoria mais produzida no primeiro trimestre foi a Street (290.340 motocicletas e 51,7% da fabricação total). Na sequência, vieram a Trail (112.031 unidades e 20% da produção) e a Motoneta (73.600 unidades e 13,1%).
No ranking do primeiro trimestre, os modelos de baixa cilindrada ficaram em primeiro lugar, com 435.731 unidades produzidas e 77,6% do volume total. Em segundo lugar, ficaram as motocicletas de média cilindrada, com 110.405 unidades (19,7% da fabricação), seguidas pelas de alta cilindrada, que somaram 15.312 unidades (2,7%).
As posições foram mantidas no levamento mensal: baixa cilindrada (164.812 motocicletas e 77,5% do volume total produzido, média cilindrada (42.317 unidades e 19,9%) e alta cilindrada (5.587 bicicletas e 2,6%).
Varejo
O mercado de motocicletas registrou volumes recordes de licenciamentos tanto no acumulado do primeiro trimestre quanto no mês de março.
Nos três primeiros meses de 2026, as vendas no varejo totalizaram 571.728 unidades, resultado 20,6% superior ao observado no mesmo período do ano anterior.
Em março, foram licenciadas 221.618 motocicletas, o que representa crescimento de 33,5% na comparação com o mesmo mês de 2025 e de 29,2% em relação a fevereiro. Considerando os 22 dias úteis do mês, a média diária de vendas alcançou 10.074 unidades.
Para o fechamento de 2026, a Abraciclo projeta o licenciamento de 2.300.000 motocicletas, volume que corresponde a um avanço de 4,6% na comparação com o ano anterior.
Exportações
Os embarques de motocicletas produzidas no PIM para o mercado externo no primeiro trimestre cresceram 18,6%, totalizando 11.441 unidades.
Desse total, 4.606 unidades foram exportadas em março, volume 13,9% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado e 29,1% maior na comparação com janeiro.
Em 2026, a expectativa é de exportação de 45.000 motocicletas, crescimento de 4,4% frente a 2025.
50 anos de atividades
A Abraciclo comemora, neste mês, 50 anos de atuação dedicados ao fortalecimento da indústria nacional de duas rodas. Desde sua fundação, em 1976, a associação tem pautado suas iniciativas para o desenvolvimento socioeconômico sustentável e para a ampliação da competitividade do setor.
Com esse objetivo, a associação estrutura sua atuação em três pilares estratégicos: Política Industrial, Segurança Viária e Desenvolvimento Técnico.
Ao longo dessas cinco décadas, a Abraciclo desempenhou papel relevante na consolidação do Brasil como um dos principais polos globais de produção de veículos de duas rodas, sendo o maior fora do eixo asiático.
“Ao celebrarmos os 50 anos da Abraciclo, reforçamos o orgulho de fazer parte de uma indústria que se tornou referência global. A indústria brasileira de motocicletas e bicicletas se destaca pela qualidade, pela inovação e pelo alto valor agregado de seus produtos. Essa trajetória é resultado do empenho conjunto de toda a cadeia produtiva e de um parque industrial moderno, eficiente e cada vez mais conectado aos principais mercados internacionais”, destaca Bento.

















