Entre 11 e 13 de janeiro, o Jacob K. Javits Convention Center, em Nova Iorque (EUA), sediou pela 116ª vez a principal feira de varejo do mundo. Reforçando seu papel como hub global de negócios, tecnologia e estratégia do setor, a NRF Retail’s Big Show 2026 apresentou números que comprovam sua relevância internacional: foram mais de 40 mil participantes, de mais de 100 países, visitando os estandes de mais de 1.000 expositores, entre grandes varejistas, marcas globais e fornecedores de tecnologia e soluções voltadas à operação, à experiência do consumidor e à gestão do negócio.
Como já se tornou rotina, a presença brasileira foi expressiva. A delegação nacional superou 2.400 empresários, gestores e profissionais, reunindo desde executivos que viajaram por conta própria até grupos organizados por entidades e empresas especializadas em missões internacionais. O movimento evidencia o interesse do mercado brasileiro em acompanhar de perto as discussões estratégicas que ganham forma no evento.
Além do ambiente favorável ao networking e à geração de novos negócios, a agenda de conteúdo foi um dos grandes destaques desta edição. Não apenas pelo volume – cerca de 175 palestras com líderes globais do varejo –, mas, principalmente, pela mudança de foco: menos espetáculo e futurismo, mais soluções práticas e aplicáveis ao dia a dia das operações, um direcionamento que já vinha se consolidando nas últimas edições.
Na abertura, o chairman da NRF, Bob Eddy, deixou claro que, embora a tecnologia siga no centro do debate, o encontro de 2026 priorizaria discussões sobre impacto real no negócio, produtividade e criação de valor sustentável, em vez de simplesmente exibir inovações emergentes.
Eddy destacou que o varejo em todo o mundo, incluindo o dos Estados Unidos, vive sob crescente pressão por valor percebido pelo consumidor, ao mesmo tempo em que opera com margens cada vez mais comprimidas. Nesse contexto, o setor não abandona a agenda de transformação digital e inovação, mas redireciona esforços para investimentos mais estratégicos, com retorno mensurável, reduzindo significativamente o espaço para experimentações pouco conectadas à operação e ao resultado final.
Outro traço dessa nova fase da evolução tecnológica no varejo é a busca por soluções com curvas de investimento e retorno mais equilibradas, que promovam ganhos de eficiência e apoiem decisões críticas sem exigir longos ciclos de maturação ou apostas de alto risco.

















