Antonio Fiola será responsável por defender políticas públicas voltadas a essas empresas que correspondem a 90% dos estabelecimentos da indústria de transformação.
Empresário e representante do setor de reparação com mais de 15 anos à frente do Sindirepa-SP, Antonio Carlos Fiola acaba de ser eleito para assumir o Departamento da Micro, Pequeno e Média Indústria (DEMPI) na FIESP. Criado em 1990 com a proposta de dar voz e representatividade e atenção específica a essas empresas que integram a base da industrial paulista e nacional, o departamento possui extrema relevância por representar a maior parte de empresas do estado de São Paulo.
Dados da FIESP mostram que as micro, pequenas e médias empresas representam hoje mais de 90% dos estabelecimentos da indústria de transformação, além de concentrarem mais de 50% do pessoal ocupado, sendo, portando, fundamentais para a geração de empregos e renda, confirmando que a base produtiva da indústria brasileira é majoritariamente formada por MPMIs.
Portanto, tais números justificam a relevância do DEMPI, que atua como canal institucional estruturado, transformando demandas em agendas e ações concretas.
A FIESP é a única Federação de Indústrias do Brasil que possui um departamento dedicado exclusivamente às micro, pequenas e médias indústrias. À frente do DEMPI, Fiola, que integra a diretoria da FIESP há muito tempo, foi eleito para assumir o compromisso de dar voz e representatividade às demandas mais urgentes dessas empresas, buscando o crescimento sustentável desse segmento estratégico. Como presidente do Sindirepa-SP, já trabalha intensamente na representatividade política, além de promover ações voltadas à gestão e capacitação de empresas de reparação de veículos, sendo a maioria de micro e pequeno portes, uma experiência que o ajudará em sua nova missão na FIESP.
Na prática, a valorização das MPMIs é construída a partir da escuta ativa dos Sindicatos Filiados à FIESP. Como titular, Fiola tem o compromisso de dar seguimento às demandas reais do setor: crédito e financiamento; ambiente regulatório e tributação; qualificação da mão-de-obra; inovação, produtividade e competitividade.
Portanto, o Departamento parte do entendimento de que as MPMIs demandam tratamento diferenciado, proporcional e adequado às suas especificidades.
A proposta do novo titular é atuar de forma permanente junto aos poderes Executivo e Legislativo, levando propostas técnicas, fundamentadas e alinhadas às demandas do setor produtivo, em diálogo também com demais atores do mercado. Em seu mandato, Fiola vai atuar de maneira ativa em busca de parcerias estratégicas e na articulação institucional contínua.
Para 2026, as principais demandas são:
- Ampliação do teto de enquadramento do Simples Nacional, alinhada ao crescimento das empresas
- Defesa e aprimoramento do Estatuto das Micro e Pequenas Empresas
- Redução da burocracia, com regras estáveis, previsíveis e proporcionais ao porte das empresas
- Ampliação do acesso ao crédito produtivo, com fortalecimento de instrumentos de garantia e redução do custo financeiro
- Inclusão das MPMIs em políticas de produtividade, inovação e transformação digital
- Defesa de políticas para ampliação de mercado e vendas, incluindo acesso às compras governamentais, inserção em marketplaces e canais digitais e fortalecimento do encadeamento produtivo
- Atuação em políticas de qualificação da mão de obra e apoio à gestão, em parceria com universidades e centros de excelência














