Febraban defende manutenção do parcelamento no cartão
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) saiu em defesa da manutenção do parcelamento sem juros no cartão de crédito, modalidade amplamente utilizada pelo varejo e por consumidores em todo o país, inclusive no setor automotivo. A entidade argumenta que o parcelado é um instrumento importante para sustentar o nível de consumo e apoiar o giro de estoques, sobretudo em momentos de crédito mais restrito.
Na mesma direção, o ministro da Fazenda também se manifestou favoravelmente à continuidade desse formato de pagamento, reduzindo, ao menos por enquanto, a pressão por mudanças abruptas nas regras do cartão que poderiam afetar diretamente concessionárias, oficinas, distribuidoras e toda a cadeia de reposição.
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Pesquisa revela que juros altos travam crédito para 80% das indústrias
Uma pesquisa recente mostra que o patamar elevado de juros continua sendo um dos principais obstáculos para o acesso ao crédito: 80% das indústrias relatam dificuldades para financiar capital de giro, investimentos e expansão da produção.
O levantamento, divulgado pela Agência Brasil, indica que o custo financeiro encarece projetos, adia modernizações e limita a capacidade de resposta das empresas à retomada da demanda. Para a indústria automotiva e o aftermarket, isso significa menos recursos para renovação de máquinas, ampliação de capacidade e desenvolvimento de novos produtos e serviços.
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Varejo encerra 2025 com cautela; Reforma Tributária entra no radar dos sindicatos patronais
O varejo deve fechar 2025 em ritmo moderado, com crescimento contido nas vendas e um ambiente de negócios marcado pela cautela. Dados e análises recentes apontam que, embora não haja uma retração generalizada, o avanço é limitado por fatores como crédito caro, renda pressionada e custos operacionais elevados.
Nesse cenário, a Reforma Tributária ganha destaque entre as preocupações dos sindicatos patronais. As mudanças previstas no sistema de impostos exigem acompanhamento atento por parte de empresas e entidades setoriais, especialmente no que se refere ao impacto sobre margens, competitividade e organização do sistema sindical empresarial. Para o comércio de autopeças, oficinas, distribuidores e redes de serviços, compreender essas novas regras será fundamental para o planejamento de médio e longo prazo.
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Sete estados registram alta na produção industrial em janeiro
Dados do IBGE mostram que sete unidades da Federação apresentaram crescimento na produção industrial em janeiro. A maior alta foi registrada no Pará, com avanço de 4,4%. Em seguida aparecem Pernambuco (3,6%), Rio de Janeiro (2,9%), Rio Grande do Sul (1,9%), Paraná (1,5%), São Paulo (1,1%) e Santa Catarina (1%).
O desempenho positivo nesses estados aponta para uma recuperação ainda desigual, mas relevante para cadeias produtivas como a automotiva. São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por exemplo, abrigam importantes polos industriais ligados à fabricação de veículos, autopeças e equipamentos, o que pode se traduzir em maior demanda ao longo da cadeia, do fabricante ao varejo de reposição.
















