Serviços crescem 0,1% em fevereiro e atingem nível recorde na série histórica

O volume de serviços no país avançou 0,1% em fevereiro na comparação com janeiro, mantendo o setor em nível recorde na série histórica. O desempenho foi puxado principalmente por Informação e Comunicação, que cresceu 1,1%, com destaque para os serviços de TI, e por Transportes, que registrou alta de 0,6%, impulsionada sobretudo pelo transporte rodoviário de cargas, em alta de 0,9%.

Na comparação com fevereiro de 2025, o setor de serviços cresceu 0,5%, em seu 23º resultado positivo consecutivo. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta é de 2,7%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira (14) pelo IBGE.

Segundo o analista da pesquisa, Luiz Carlos de Almeida Junior, Informação e Comunicação foi o grupo que mais influenciou o resultado, tanto na variação frente ao mês imediatamente anterior quanto em relação ao mesmo período do ano passado.

“Esse protagonismo do setor de informação e comunicação vem se consolidando desde o período pós-pandemia, influenciando o ritmo do setor de serviços como um todo”, afirmou.

Em fevereiro, três das cinco atividades investigadas apresentaram crescimento. Além de Informação e Comunicação e Transportes, os serviços prestados às famílias subiram 1,4%, revertendo a queda de 0,5% em janeiro e registrando a maior taxa desde março de 2025 (1,8%).

Por outro lado, os serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 0,3%, na terceira taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 0,7% no período. O grupo de “outros serviços” também ficou no campo negativo, com queda de 0,4%, devolvendo parte do ganho de 3,6% registrado em janeiro.

No segmento de Transportes, o avanço de 0,6% em fevereiro ante janeiro foi sustentado pelo transporte rodoviário de cargas, por atividades ligadas à logística e armazenamento e pelo transporte metroferroviário de passageiros. No sentido oposto, o transporte aéreo de passageiros exerceu pressão negativa sobre o índice.

“Quando analisamos essa comparação pela ótica do tipo de uso, vemos que, na passagem de janeiro para fevereiro de 2026, o transporte de cargas cresceu 0,9%, enquanto o transporte de passageiros mostrou estabilidade (0,0%)”, explicou Luiz Carlos.