A PHINIA, fornecedora industrial diversificada e referência global em sistemas de combustível, sistemas elétricos e soluções para o mercado de reposição, acaba de inaugurar oficialmente uma nova linha de produção em sua planta de Piracicaba (SP), dedicada à fabricação de injetores Delphi de injeção direta de combustível (GDi) de 350 bar. A tecnologia está entre as mais avançadas hoje aplicadas em motores a combustão interna de alta eficiência. Com o investimento, a unidade brasileira passa a ser a única produtora de injetores GDi de 350 bar no País, inserindo Piracicaba em um grupo seleto de fábricas da PHINIA no mundo aptas a fabricar componentes de ultraprecisão para sistemas de injeção direta de próxima geração.
Com a nova linha, Piracicaba passa a integrar a rede global de produção de GDi da PHINIA, ao lado das operações no México, China e Romênia. Além de consolidar a liderança tecnológica da companhia, o movimento amplia de forma relevante o potencial de negócios na América do Sul, em um cenário em que motores de alta eficiência, eletrificação parcial e aplicações híbridas ganham tração no mercado automotivo global.
Hoje, os injetores Delphi GDi de 350 bar equipam veículos com motores exclusivamente a combustão, bem como aplicações HEV e PHEV em diferentes mercados internacionais. “Estamos trazendo para o Brasil uma tecnologia extremamente sofisticada, que representa o estado da arte em sistemas de injeção de combustível. A escolha da PHINIA pelo Brasil demonstra confiança na capacidade técnica, industrial e de engenharia da nossa operação local”, afirma Giovani Benato, diretor-geral da planta de Piracicaba.
Tecnologia de alta precisão para motores mais eficientes
Os sistemas GDi representam um avanço significativo em relação à injeção multiponto convencional. Enquanto os sistemas tradicionais normalmente operam entre 3 e 5 bar, os injetores Delphi GDi produzidos no interior de São Paulo trabalham com pressões de até 350 bar — quase 100 vezes superiores às dos sistemas convencionais. Essa diferença permite uma atomização extremamente precisa do combustível diretamente na câmara de combustão.
Os injetores são baseados na tecnologia Multec® 14, a mais recente geração de injetores GDi da PHINIA, projetada especificamente para aplicações de altíssima pressão. Dados técnicos indicam que um sistema convencional de injeção no coletor de admissão gera gotículas com diâmetro médio de Sauter entre 70 e 90 mícrons, enquanto o injetor Delphi GDi de 350 bar atinge cerca de 4,2 mícrons. Os microfuros responsáveis pela pulverização do combustível medem em torno de 60 a 70 mícrons — mais finos do que um fio de cabelo humano.
Para alcançar esse nível de precisão, a planta desenvolveu uma sala limpa climatizada de 1,5 mil m², certificada na ISO Classe 8. O ambiente abriga processos de perfuração a laser avançada, engenharia de spray, análise de dinâmica de fluidos computacional, controle geométrico, monitoramento dimensional, inspeção automatizada e rastreabilidade total da produção.
A nova linha também segue padrões globais rigorosos de qualidade e meio ambiente. A produção opera em conformidade com a IATF 16949:2016, referência internacional em sistemas de gestão da qualidade automotiva, e atende às normas ABNT NBR ISO 14644‑1:2019 e ABNT NBR ISO 14644‑3:2009, que tratam da validação e do monitoramento de salas limpas.
Um diferencial importante dos injetores Delphi GDi é o revestimento proprietário do tipo carbono semelhante ao diamante (DLC), desenvolvido para aplicações de alta pressão e longa durabilidade. Segundo a empresa, os componentes passam por processos de validação rigorosos e podem superar 500 milhões de ciclos, com determinadas aplicações se aproximando de 1 bilhão de ciclos.
Novos negócios e nacionalização da produção
Alguns modelos vendidos hoje no mercado brasileiro já utilizam injetores Delphi GDi de 350 bar. Até agora, esses componentes eram fornecidos pela planta da PHINIA no México. Com a entrada em operação da nova linha em Piracicaba, esses programas passam a ser abastecidos localmente. Novos veículos previstos para o mercado nacional também devem adotar o sistema da companhia, com aumento gradual da produção para acompanhar o crescimento esperado da demanda.
“A chegada do GDi posiciona o Brasil em um novo patamar tecnológico dentro da estrutura global da PHINIA. Estamos ampliando nossa competitividade em uma tecnologia altamente estratégica para o presente e o futuro da indústria automotiva”, conclui Giovani Benato.
















