Dia Nacional do Comerciante: 6 táticas para alavancar o varejo brasileiro

Dia Nacional do Comerciante: 6 Táticas Infalíveis para Alavancar o Varejo Brasileiro e Aumentar as Vendas

Segundo o IBGE, o varejo brasileiro deve encerrar 2025 com alta de cerca de 1,6%, consolidando nove anos seguidos de crescimento. Em um mercado mais amadurecido e competitivo, o Dia Nacional do Comerciante, comemorado em 16 de julho, reforça um ponto central para quem atua na cadeia automotiva: tecnologia, logística eficiente e integração de dados deixaram de ser diferenciais e passaram a ser condições básicas para seguir crescendo.

Especialistas apontam caminhos práticos para impulsionar vendas, melhorar margens e tornar as operações mais estratégicas.

Integração logística como motor de resultado

Do varejo físico às montadoras, passando por distribuidores de autopeças, frotistas e e-commerce, a pressão por prazos curtos, custos sob controle e alta previsibilidade é a mesma. É nesse contexto que a nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina, aposta na integração de todo o ecossistema logístico como fator decisivo de competitividade.

“A logística deixou de ser área de retaguarda para virar protagonista no comércio, impactando diretamente indicadores como conversão, recompra e lucratividade. Mais do que entregar pedidos, o varejo precisa entregar experiência. E só com uma rede integrada e processos otimizados é possível equilibrar custo e qualidade em um mercado onde cada detalhe faz diferença”, afirma Helena Vito Costa, diretora de Varejo da nstech.

Para isso, a companhia desenvolveu o Transportation Network System (TNS), uma categoria de rede logística integrada que conecta, em uma única plataforma, os diversos elos da cadeia – embarcadores, operadores, transportadores e varejistas de diferentes setores. A proposta é atacar pontos críticos como redução de custos, ganho de eficiência, aderência a compliance e aumento do nível de serviço nas operações logísticas.

Meios de pagamento variados para não perder venda

No balcão da oficina, na loja de acessórios ou no showroom, qualquer atrito entre a decisão de compra e o pagamento pode significar uma venda perdida — seja por falta de opção, demora na aprovação ou simplesmente porque o cliente não está com o cartão em mãos.

A Cielo sustenta que oferecer múltiplas formas de pagamento já não é mais um diferencial, mas uma exigência básica. De acordo com a Pesquisa Cielo de Hábitos de Pagamento no Varejo, Pix e cartão de crédito estão empatados nas compras presenciais, com 57% de participação cada. O comportamento muda conforme o valor da compra: o Pix domina nas transações do dia a dia, enquanto o cartão lidera nas operações de maior valor, em que o parcelamento pesa na decisão.

“Cada barreira entre a vontade de comprar e o pagamento é uma venda que escapa”, resume Adriana Garbim, vice-presidente Comercial da Cielo. “Quando o comerciante oferece Pix, cartão e link de pagamento, ele deixa de escolher entre perfis de cliente e passa a vender para todos.”

Além de reduzir atritos no caixa, o pagamento digital abre canais que já fazem parte da rotina do consumidor brasileiro. Oito em cada dez lojas vendem pelo WhatsApp, e é nesse contexto que entra o Link de Pagamento Cielo. Gerado em segundos, ele transforma uma conversa no aplicativo ou um story no Instagram em venda concluída, com o cliente optando entre Pix, débito ou crédito parcelado sem sair do celular. A liquidação imediata do Pix, sem risco de inadimplência, ainda reforça o fluxo de caixa do lojista, permitindo novos investimentos no negócio.

Inteligência analítica para evitar fraudes sem bloquear bons clientes

No varejo, especialmente no e-commerce e nas vendas remotas de peças, serviços e veículos, vender também significa saber quais compras aprovar. Na tentativa de barrar fraudes e invasões de conta, muitas empresas criam regras de segurança duras demais, o que aumenta a fricção na jornada do cliente.

“O resultado prático dessa rigidez são os falsos positivos, quando o lojista bloqueia clientes legítimos. Isso representa perda direta de vendas e desgaste na relação de confiança com a marca”, explica Danilo Coelho, diretor de Produtos e Dados da Datatech Quod.

Para atacar esse problema, a empresa, especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, desenvolveu soluções preditivas voltadas ao varejo. A tecnologia da Quod analisa o comportamento do consumidor com base em dados e sinais de mercado, reduzindo bloqueios indevidos sem elevar a exposição a fraudes. A partir do cruzamento inteligente de informações, o varejista passa a conhecer melhor quem está do outro lado da tela e aprova compras com mais segurança e fluidez. A proteção antifraude deixa de ser um gargalo e passa a atuar como alavanca de crescimento.

Áudio estratégico como arma no ponto de venda

No varejo físico — de concessionárias a centros automotivos e redes de peças —, o áudio evoluiu de trilha de fundo para canal estratégico de vendas e relacionamento. A Musique, startup brasileira pioneira em Arquitetura Sonora Multicamadas, transforma lojas e espaços de atendimento em pontos de contato inteligentes por meio de música estratégica, sonoplastia programada e mídia de áudio. Tudo com acervo musical próprio, criado com apoio de inteligência artificial e 100% livre de direitos autorais.

“O áudio ainda é um recurso subaproveitado pela maioria das empresas. Nossa missão é mostrar que ele pode gerar valor para o negócio, promovendo eficiência operacional, criando novas oportunidades comerciais e tornando a experiência do consumidor mais personalizada”, afirma André Domingues, fundador e CEO da Musique.

Na prática, os resultados mostram impacto direto no caixa: empresas que usam a plataforma registram até 20% de aumento nas vendas de produtos anunciados por áudio inteligente e 9% de crescimento no tempo de permanência em loja — além de economias anuais significativas com direitos autorais em grandes redes.

Neuroarquitetura para fortalecer o varejo físico

Em uma jornada de compra cada vez mais híbrida — online e offline —, o Dia Nacional do Comerciante também coloca em foco o papel do espaço físico. Criar experiências relevantes dentro da loja deixou de ser detalhe estético para se tornar fator competitivo central.

É aí que entra a neuroarquitetura. Silvia Kanayama, diretora da DEA Design, agência brasileira multidisciplinar de branding, comunicação e espaços, defende que o design estratégico precisa ser pensado de forma intencional, criando ambientes alinhados ao DNA da empresa e capazes de influenciar positivamente o comportamento no ponto de venda.

“Quando o espaço traduz com coerência o que a marca promete, essa percepção se transforma em confiança. Quando contradiz, gera um desconforto que a pessoa não racionaliza — ela simplesmente não volta”, aponta Silvia. “Tratar o projeto arquitetônico como extensão viva da identidade corporativa é o caminho para estreitar o vínculo com o público e manter a competitividade do setor.”

Experiência de compra como vantagem competitiva

O Circuito de Compras, maior shopping popular da América Latina, vê a competitividade do varejo brasileiro cada vez mais ligada à capacidade de transformar a experiência de compra em diferencial estratégico. Para além de preços agressivos, lojistas que investem na organização do ponto de venda, em atendimento qualificado e em conhecimento profundo do perfil do cliente tendem a fortalecer relacionamentos, aumentar recorrência e impulsionar resultados de forma sustentável.

Para André Seibel, CEO do Circuito de Compras, o sucesso no varejo está diretamente associado ao equilíbrio entre experiência, planejamento e gestão. “O consumidor busca preço, mas também valoriza conveniência, atendimento e confiança. O comerciante que entende esse comportamento e investe em uma experiência de compra positiva cria uma relação mais duradoura com o cliente e fortalece sua competitividade. No varejo físico, cada contato é uma oportunidade de fidelizar e transformar uma venda pontual em relacionamento de longo prazo”, conclui.

Para quem atua em qualquer ponto da cadeia automotiva — da oficina independente ao grande grupo de distribuição ou manufatura —, a mensagem é clara: integração logística, meios de pagamento completos, proteção inteligente contra fraudes, uso estratégico de áudio, design de loja bem pensado e foco na experiência compõem um conjunto de alavancas que, combinadas, podem redefinir o desempenho do negócio nos próximos anos.