As dez marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores – registraram em junho o licenciamento de 23.430 unidades, volume 1,5% inferior ao de maio, quando foram comercializados 23.786 veículos. Em relação a junho de 2025, porém, o desempenho é expressivo: alta de 129,6%, saindo de 10.205 para 23.430 unidades.
No acumulado do ano, somando veículos importados e produzidos localmente, as associadas à Abeifa emplacaram 111.120 unidades, crescimento de 85,1% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 60.045 unidades.
O mercado de eletrificados segue em forte expansão. De janeiro a junho, foram emplacados 105.982 veículos com algum grau de eletrificação. Desse total, a Abeifa responde por 43,3% do mercado interno, que somou 244.939 unidades eletrificadas no período.
Em junho, com 23.430 unidades licenciadas (entre importados e nacionais), a participação das associadas à entidade alcançou 9% do mercado total de automóveis e comerciais leves, que registrou 260.467 emplacamentos no mês. No acumulado do primeiro semestre, as 111.120 unidades da Abeifa garantiram um market share de 8,2% em um mercado interno de 1.359.212 automóveis e comerciais leves.
Perspectivas animadoras – Mesmo com a taxa de juros ainda em patamar elevado, o que segue limitando parte da demanda por veículos zero quilômetro, o presidente da Abeifa, Marcelo Godoy, projeta um ano de forte expansão. “Diante dos resultados do primeiro semestre, devemos superar em 2026 a marca de 210 mil unidades emplacadas, algo próximo de 52% a mais em relação às quase 137 mil unidades de 2025”, afirma.
Godoy destaca que o comportamento histórico do setor indica um segundo semestre mais aquecido. “É quase uma tradição termos vendas cerca de 10% maiores na segunda metade do ano em comparação com a primeira. Como o mercado automotivo está ‘agitado’ com a chegada de novas marcas internacionais e as montadoras locais também reagem com diversos lançamentos, acreditamos que nós, da Abeifa, vamos acompanhar esse movimento muito positivo de novidades e de vendas. Até porque as entidades co-irmãs também revisaram para cima suas projeções de desempenho para 2026”, completa o executivo.















