O setor de serviços em São Paulo acelerou o ritmo de contratações em agosto e registrou o melhor desempenho desde março. De acordo com a Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP), da FecomercioSP, foram abertas 30.106 vagas formais no segmento, resultado de 408.200 admissões e 378.094 desligamentos. Em relação a agosto do ano passado, o saldo é 8.004 postos maior.
Segundo a entidade, o movimento consolida a retomada na geração de empregos após a acomodação observada entre abril e julho. A criação de postos ocorreu de forma espalhada entre as diferentes atividades, com um saldo mais equilibrado que o dos meses anteriores. Logística, educação, saúde, alimentação e serviços profissionais tiveram papel relevante nesse avanço.
De janeiro a agosto, os serviços já acumulam 213.870 novas vagas, com 3.287.453 admissões e 3.073.583 demissões. Entre 14 grupos de atividades, 12 registraram saldo positivo no período. Os destaques foram transporte, armazenagem e correio (58.596 vagas), atividades administrativas e serviços complementares (41.714), saúde humana e serviços sociais (30.074) e educação (25.994). Apenas informação e comunicação (-1.563) e organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (-10) ficaram no negativo.
Comércio paulista volta a contratar em todas as frentes
No comércio paulista, agosto também foi de avanço, com a criação de 5.092 vagas formais, quinto resultado mensal positivo em seis meses. A abertura por atividade mostra crescimento disseminado: foram 2.688 vagas no varejo, 1.442 no atacado e 962 no comércio e reparação de veículos.
No acumulado do ano até agosto, porém, o setor ainda registra perda de 1.756 postos. Esse saldo negativo está totalmente concentrado no varejo, enquanto atacado e comércio de veículos mantêm resultados positivos e vêm reduzindo o déficit do setor como um todo.
Em 2025, o saldo até agosto havia sido de 13.062 vagas, diferença de 7.970 postos em relação ao mesmo período de 2026. Assim, apesar da recente aceleração, o resultado atual ainda é 61% inferior ao do ano passado.
Serviços ganham força na capital paulista
Na capital, o setor de serviços também mostrou fôlego. Em agosto, foram geradas 9.394 vagas formais, com 174.854 admissões e 165.460 desligamentos. É o melhor desempenho desde março e representa aceleração em relação a julho, com 1.031 vagas a mais. Na comparação com agosto de 2025, quando o saldo foi de 7.124 postos, houve aumento de 2.270 vagas.
Entre janeiro e agosto, os serviços na cidade de São Paulo somam 63.599 novas vagas, após 1.389.362 contratações e 1.325.763 desligamentos. O resultado foi impulsionado principalmente por serviços administrativos, saúde, alojamento e alimentação, serviços profissionais, logística e educação. Em sentido contrário, administração pública e informação e comunicação mantiveram saldos negativos.
Comércio da capital mantém sequência positiva, mas ainda sente 2025
O comércio da capital também fechou agosto em terreno positivo, com 1.581 vagas formais abertas, fruto de 41.986 admissões e 40.405 demissões. O saldo superou com folga o de julho (209 vagas) e marcou o quarto mês consecutivo de crescimento após a retração de abril. Mesmo assim, o desempenho ainda está abaixo de agosto de 2025, quando foram criadas 4.875 vagas, indicando que a recuperação deste ano ocorre em ritmo mais moderado.
O estoque de empregos formais no comércio paulistano alcançou 896.239 vínculos. O avanço de agosto reforça a melhora gradual do mercado de trabalho no segmento, embora a comparação ano a ano revele perda de intensidade na geração de vagas.
De janeiro a agosto, o comércio da capital acumula saldo negativo de 2.419 vagas, com 339.263 admissões e 341.682 desligamentos. Apesar do resultado anual ainda no vermelho, a sequência de saldos positivos desde maio vem reduzindo as perdas.
Entre as atividades, o atacado soma 2.170 postos e o comércio e reparação de veículos, 1.252. O varejo, por sua vez, perdeu 5.841 vagas no período e segue como responsável pelo saldo negativo do setor. Os ganhos combinados de atacado e veículos (3.422 vagas) atenuam, mas ainda não compensam totalmente a retração no varejo.
Metodologia
A Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP) acompanha o nível de emprego com carteira assinada nos setores de comércio e serviços do Estado, a partir dos dados do novo Caged, do Ministério do Trabalho.

















