Carolina Ignarra, da Talento Incluir, fala sobre inclusão de pessoas com deficiência além das cotas no 9º Fórum Diversidade no Setor Automotivo

Carolina Ignarra, da Talento Incluir, fala sobre inclusão de pessoas com deficiência além das cotas no 9º Fórum Diversidade no Setor Automotivo


O evento promovido pela Automotive Business reuniu especialistas e empresas do setor na manhã de hoje (22/6) para um debate sobre Diversidade, Equidade e Inclusão

Durante o 9º Fórum “Diversidade no Setor Automotivo”, promovida pela Automotive Business, Carolina Ignarra, CEO da Talento Incluir – consultoria pioneira com o propósito de trazer dignidade para pessoas com deficiência por meio da empregabilidade – participou do painel com o tema: “Além das cotas: porque a inclusão de pessoas com deficiência não avança”.

Durante o painel, a CEO trouxe dados da pesquisa “Radar da Inclusão”, realizada pela Talento Incluir em parceria com o `Pacto Global da ONU – Rede Brasil, que aponta que 67% das pessoas com deficiência que participaram da pesquisa e que estão no mercado de trabalho nunca foram promovidas, sendo que a maioria já tem mais de três anos de empresa. Também indica que 86% delas afirma ter sofrido capacitismo no trabalho.

Em sua participação, Carolina Ignarra reforça que o ambiente corporativo ainda faz a inclusão por obrigação da Lei de Cotas e não por convicção. Além disso, essa contratação é permeada por “vieses inconscientes” como: ‘Pessoas com Deficiência só querem trabalhar por conta de benefícios’; ‘Pessoas com Deficiência motivam a equipe’; ‘Não se pode falar sobre suas deficiências porque as constrangem’. Frases e ideias que são mitos e que se tornam barreiras para uma inclusão real e de qualidade.

“A inclusão de pessoas com deficiência tem que estar na estratégia das empresas. É preciso letrar constantemente as lideranças das empresas, pois líderes não vão conseguir gerir pessoas com deficiência sem saber o que é capacitismo. A inclusão real pede a criação de indicadores para medir a qualidade da inclusão das empresas, entendendo quantas pessoas com deficiência estão trabalhando na empresa, quantas foram promovidas entre outros indicadores. É preciso acompanhar essas carreiras de perto para que haja inclusão de fato, além da contratação”, reforça Carolina Ignarra durante o evento.