O que observar para saber se sua empresa corre risco de fechar? Falta de planejamento, baixa qualificação do empreendedor e ausência de diferenciais claros frente à concorrência são alguns dos principais sinais de alerta para a sobrevivência de um pequeno negócio. Esses fatores estiveram no centro do 1º Seminário DataSebrae, realizado nesta terça-feira (7), em formato online e gratuito, que discutiu o que leva ao fechamento precoce ou à longevidade das empresas, com foco na qualificação do dono e na gestão empresarial.
Para apoiar os empreendedores nesse desafio, o Sebrae lançou o SebrAI, uma ferramenta em que é possível tirar dúvidas sobre como aprimorar a gestão e aumentar as chances de o negócio se manter e crescer. A solução utiliza inteligência artificial alimentada por 600 documentos do DataSebrae, com respostas atualizadas sobre temas como o impacto do uso de IA nos pequenos negócios.
“A análise de sobrevivência vai além de estimar o tempo até o fechamento da empresa. Ela permite entender por que algumas encerram suas atividades tão cedo, quais fatores favorecem a permanência e o crescimento e como gerar evidências para apoiar decisões mais eficientes”, explicou a professora Vera Tomazella, da Universidade Federal de São Carlos, em palestra sobre a metodologia e suas aplicações em estudos de pequenos negócios.
Na segunda parte do seminário, o cientista de dados do Sebrae, Rumenick Silva, apresentou como essa metodologia vem sendo aplicada em pesquisas da instituição, em debate mediado pela analista Shayane Cordeiro.
“Nem todo mundo acessa esse tipo de conhecimento, mas deveria, para entender a carga de risco que o empreendedor assume. Os dados e pesquisas do DataSebrae ajudam a enxergar melhor os desafios e as oportunidades de melhorar o próprio negócio”, destacou Rumenick.
O Seminário DataSebrae teve como objetivo aproximar o uso de dados e evidências do dia a dia de quem atua no apoio aos pequenos negócios, demonstrando como metodologias de análise podem sustentar decisões mais estratégicas.
“No ano passado, tivemos mais de 1 milhão de acessos e estamos sempre atualizando o DataSebrae. É uma iniciativa muito importante para quem quer entender melhor o empreendedorismo e os pequenos negócios brasileiros”, afirmou Dênis Nunes, coordenador de estudos e pesquisas do Sebrae.
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