Segunda versão dos regulamentos de IBS e CBS deve sair em novembro

Segunda versão dos regulamentos de IBS e CBS deve ser publicada em novembro: o que esperar das novas regras

A segunda versão dos regulamentos do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) deve ser publicada em novembro, segundo a equipe econômica responsável pela implementação da reforma tributária.

Essa nova etapa deve consolidar ajustes e esclarecimentos a partir das contribuições encaminhadas por representantes do setor produtivo, entidades de classe, consultorias, empresas de tecnologia e demais interessados após a divulgação da primeira rodada de normas, em abril deste ano.

Primeira versão abriu fase de detalhamento da reforma

Os primeiros regulamentos do IBS e da CBS foram publicados em 30 de abril de 2026, detalhando procedimentos previstos na Lei Complementar nº 214/2025 e em normas complementares da reforma tributária.

Esses atos trataram de pontos como:

  1. Regras gerais de incidência;
  2. Apuração dos tributos;
  3. Documentos fiscais;
  4. Obrigações acessórias;
  5. Créditos tributários;
  6. Regimes específicos;
  7. Procedimentos para o período de transição.

A publicação marcou o início da regulamentação infralegal da reforma, etapa considerada crítica para que empresas e desenvolvedores de sistemas adequem processos, sistemas de gestão e rotinas fiscais ao novo modelo.

Segunda versão deve refletir sugestões do mercado

Logo após a divulgação da primeira versão, Receita Federal e Comitê Gestor do IBS abriram prazo para envio de sugestões de aperfeiçoamento.

A expectativa é que a nova rodada de regulamentos incorpore ajustes técnicos, esclareça pontos que geraram dúvidas entre os contribuintes e alinhe interpretações necessárias para a aplicação prática da CBS e do IBS.

Até o momento, porém, não houve divulgação oficial sobre o conteúdo das alterações que devem constar nessa segunda versão.

Setor produtivo monitora impactos da regulamentação

Empresas e profissionais da área tributária vêm acompanhando de perto a regulamentação, já que muitos aspectos da reforma dependem diretamente desses atos para ganhar aplicabilidade no dia a dia.

Entre os pontos que têm exigido maior adaptação estão:

  1. Parametrização dos sistemas fiscais;
  2. Emissão de documentos fiscais eletrônicos;
  3. Preenchimento dos novos campos de IBS e CBS;
  4. Revisão dos cadastros tributários;
  5. Ajuste das rotinas de apuração.

Nos últimos meses, diferentes normas também detalharam o período de testes da reforma e os procedimentos específicos para emissão de documentos fiscais eletrônicos durante a fase de transição.

Cronograma ainda sem confirmação oficial

Embora a previsão interna seja de publicação em novembro, o cronograma ainda não foi oficialmente confirmado nem pela Receita Federal nem pelo Comitê Gestor do IBS.

Em abril, o subsecretário de Tributação e Contencioso da Receita Federal, Fernando Mombelli, havia indicado apenas que a segunda versão sairia ainda em 2026, após a análise das contribuições recebidas.

Na prática, a data de novembro deve ser vista como referência de planejamento da equipe econômica, sujeita a ajustes conforme o andamento dos trabalhos.

Reflexos para empresas, escritórios contábeis e desenvolvedores

Para empresas, escritórios de contabilidade e desenvolvedores de softwares fiscais — incluindo todos os elos da cadeia automotiva, da oficina à montadora — a expectativa é que a segunda versão dos regulamentos reduza incertezas operacionais e ofereça maior segurança jurídica para a implantação do novo sistema tributário.

Enquanto isso, especialistas recomendam manter monitoramento constante das publicações oficiais: notas técnicas, atos conjuntos e demais normas relacionadas à reforma devem continuar trazendo correções e ajustes finos ao longo de todo o período de transição, até a entrada em vigor plena do IBS e da CBS.