
A Stellantis deixou uma joint-venture na China após 12 anos e com foco na produção de carros da Jeep, sendo essa empresa criada ainda na Fiat Chrysler em parceria com a Guangzhou Auto (GAC).
O grupo internacional decidiu fazer uma oferta para ter o controle majoritário da joint-venture, porém, após o negócio fracassar, a Stellantis decidiu se retirar da empresa.
Citando “falta de progresso”, a Stellantis pretende agora iniciar a importação de seus modelos eletrificados para o mercado chinês.
A Stellantis divulgou uma nota explicando: “Devido à falta de progresso no plano anunciado anteriormente para a Stellantis adquirir uma participação majoritária da joint venture GAC-Stellantis, a Stellantis NV anunciou hoje seu plano de se concentrar na distribuição de veículos importados para a marca Jeep na China para alavancar o potencial do marca e seus produtos icônicos por meio de uma abordagem de ativos leves”.

O objetivo da Stellantis era ter 75% das ações da GAC-Stellantis, que fazia os carros da Jeep, porém, o negócio não foi para frente e não saiu dos atuais 50%.
Como a política da China mudou há poucos anos, agora os fabricantes internacionais podem comprar mais do que 50% das ações e até mesmo a totalidade do negócio, como a Volkswagen fez com a JAC-VW, sendo agora 100% da alemã e renomeada VW Co Ltd.
A GAC emitiu uma nota oficial alegando que a Stellantis não fez nenhum proposta formal de aquisição de ações da empresa, cujo negócio já não vinha bem com as vendas em baixa.
Com uma gama de carros hibridizados, a Jeep não decolou na preferência do consumidor chinês e mesmo com produto exclusivo, como o Grand Commander, a GAC-Stellantis não avançou.
Então, a Stellantis já avaliou em US$ 302 milhões suas perdas com o negócio no ano fiscal de 2022, encerrando assim um capítulo da empresa na China.
Ainda assim, o grupo tem negócios através da Dongfeng com Peugeot, Citroën e DS.
















