SUV deve representar 40% da intenção de compra de carros no Brasil em 2026, aponta pesquisa

Os SUVs continuam no topo da lista de desejos dos brasileiros que planejam comprar um veículo em 2026. É o que mostra a quarta edição da Pesquisa de Intenção de Compra do Webmotors Autoinsights, ferramenta que monitora o comportamento do consumidor e as tendências do mercado automotivo nacional. O levantamento ouviu 1,8 mil pessoas entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.

Entre os entrevistados que pretendem adquirir um automóvel neste ano, 40% afirmam preferir um SUV, dois pontos percentuais acima do resultado da edição de 2025 (38%). Em seguida aparecem os sedãs, com 28% das menções (também alta de 2 p.p. frente a 2025), enquanto os hatches recuam para 17% (-3 p.p.). As picapes somam 9% das intenções (-1 p.p.) e as peruas, 3% (+1 p.p.).

A pesquisa também detalha a preferência por faixa etária. No caso dos SUVs, o maior peso está entre consumidores com 56 anos ou mais, faixa em que 47% declaram intenção por esse tipo de carroceria. Já os sedãs têm maior adesão entre jovens de 18 a 25 anos (38%), mesma faixa onde os hatches são mais fortes (37%). As picapes ganham mais espaço entre pessoas acima de 56 anos (11%), enquanto as peruas se destacam entre 36 e 45 anos (5%).

SUV É A CARROCERIA COM MAIOR FIDELIZAÇÃO

Quando o recorte é fidelização — ou seja, proprietários que pretendem trocar de veículo em 2026, mas mantendo o mesmo tipo de carroceria —, os SUVs também lideram com folga. Entre quem já possui um utilitário esportivo, 45% declaram intenção de permanecer na categoria.

No extremo oposto estão os hatches: apenas 18% dos seus atuais proprietários pretendem substituir o carro por outro hatch. A maior parte olha para cima: 23% querem migrar para um SUV. Depois vêm os sedãs (17%), picapes (4%) e peruas (2%).

O avanço da preferência pelos SUVs acompanha o desempenho do segmento nas vendas. Dados da Fenabrave mostram que, em janeiro de 2026, os utilitários esportivos responderam por 61,9% dos automóveis novos emplacados no país — o maior nível já registrado para a categoria no mercado brasileiro.