Responsável por mais de 11,6% do orçamento das famílias, o setor automotivo brasileiro deve movimentar R$ 939,6 bilhões até o fim de 2026, um crescimento de 6,07% em relação ao ano anterior. Os dados são da pesquisa IPC Maps, que há mais de três décadas analisa o potencial de consumo no país com base em fontes oficiais.
O avanço contínuo dos gastos com automóveis já dura seis anos e colocou o setor à frente de categorias tradicionais, como alimentação e bebidas consumidas em casa, que somam R$ 750,4 bilhões, o equivalente a 9,3% do orçamento doméstico. Para Marcos Pazzini, responsável pelo estudo, esse movimento está diretamente ligado ao aumento da demanda por transporte por aplicativo e serviços de entrega desde o início da pandemia de Covid-19, tanto por parte dos consumidores quanto dos profissionais que atuam nesses segmentos.
Os cálculos da pesquisa consideram uma ampla cesta de despesas: gasolina, etanol, manutenção e reparos, estacionamentos, óleos, acessórios e peças, pneus, câmaras de ar, serviços de lubrificação e lavagem, além da própria compra de veículos.
No detalhamento por estado, São Paulo lidera com folga, concentrando R$ 256 bilhões desses gastos. Em seguida aparecem Minas Gerais, com R$ 95,7 bilhões; Paraná, com R$ 78 bilhões; e Rio de Janeiro, em quarto lugar, com R$ 65,7 bilhões em despesas das famílias com veículos próprios.
A expansão do consumo acompanha o aumento da frota nacional, que engloba automóveis, ônibus, caminhões, motocicletas e outros tipos de veículos. Em 2025, o total estimado era de cerca de 126,4 milhões de unidades. Para este ano, a projeção é que o número ultrapasse 131,6 milhões.
Esse movimento se reflete diretamente na estrutura de comércio e serviços ligados ao setor. O número de empresas voltadas à venda, manutenção e reparação de veículos cresceu aproximadamente 10,7% em um ano. Mais de 109 mil novos estabelecimentos foram abertos no período, elevando para 1,1 milhão o total de negócios automotivos em operação no Brasil.

















