Taxa de desemprego até maio cai para 5,6%, a menor já registrada no período

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio ficou em 5,6%, o menor nível para esse período em toda a série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012.

O resultado também representa queda em relação ao trimestre móvel imediatamente anterior (dezembro, janeiro e fevereiro), quando estava em 5,8%. Um ano antes, no trimestre encerrado em maio, a taxa era de 6,2%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, atingir uma mínima histórica para o período indica que “o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”.

O levantamento mostra que o país tinha 6,1 milhões de pessoas desocupadas, número estatisticamente estável em relação ao trimestre encerrado em fevereiro (6,2 milhões), mas 9,3% menor que o de um ano antes, quando eram 6,7 milhões de desempregados.

A população ocupada chegou a 102,7 milhões de pessoas no trimestre terminado em maio, alta de 0,5% frente ao trimestre encerrado em fevereiro, o que representa mais 558 mil trabalhadores.

Como é feita a pesquisa

A PNAD Contínua apura o comportamento do mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais e considera todas as formas de ocupação: com ou sem carteira assinada, temporários, trabalhadores por conta própria, entre outros.

Pelos critérios do IBGE, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga nos 30 dias anteriores à entrevista. A pesquisa visita cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Rendimento

O rendimento médio real mensal do trabalhador ficou em R$ 3.726 no trimestre encerrado em maio, praticamente estável em relação ao trimestre móvel anterior (R$ 3.756) e 4% acima do valor registrado no mesmo período do ano passado. Os valores são corrigidos pela inflação.

Informalidade

A taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores. Um ano antes, o indicador era de 37,8%.

O IBGE considera informais, por exemplo, empregados sem carteira assinada e trabalhadores por conta própria sem CNPJ. Em geral, esses profissionais não contam com proteção como seguro-desemprego, férias remuneradas e 13º salário.

Contribuição para a Previdência

A pesquisa aponta que 66,6% dos trabalhadores contribuíram para a previdência, o que corresponde a 68,4 milhões de pessoas.

Ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador passa a ter acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio por incapacidade e pensão por morte.

São considerados contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de previdência oficiais, sejam eles federais (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estaduais ou municipais. Um trabalhador informal por conta própria, mesmo sem CNPJ, pode contribuir individualmente para o INSS.

Marcos históricos

A menor taxa de desemprego já registrada pela PNAD Contínua foi de 5,1% no último trimestre de 2025. Já o maior nível da série, 14,9%, foi observado em dois momentos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, durante o auge da pandemia de covid-19.