As ações do setor automotivo seguem pressionadas pelas taxas de juros ainda elevadas e pela perda de participação das montadoras tradicionais para concorrentes chinesas. Esse movimento, que é global, ganhou força no Brasil nas últimas semanas com a saída de capital estrangeiro da Bolsa.
Entre 29 de junho e 3 de julho, o Índice das Ações Automotivas (IAA) recuou 1,94%, acompanhando a queda da maior parte dos papéis que compõem a carteira. A única exceção foi a Marcopolo (POMO4), que avançou 1,88% no período.
Os demais ativos tiveram desempenho negativo: Randon (RAPT4) -0,44%; Mahle Metal Leve (LEVE3) -1,95%; Iochpe-Maxion (MYPK3) -2,80%; Riosulense (RSUL4) -3,33%; Fras-le (FRAS3) -3,82%; Tupy (TUPY4) -5,02%.
As ações da Schulz (SHUL4) encerraram a semana estáveis.
O que é o IAA – Índice das Ações Automotivas
O IAA é um indicador criado pelo After.Lab para monitorar o desempenho das empresas do setor automotivo listadas na Bolsa. Embora ainda sejam poucas as companhias do segmento com capital aberto, o grupo já permite uma leitura relevante sobre a performance das operações ligadas ao universo automotivo que acessam o mercado de capitais para financiar seu crescimento.
A metodologia reúne as variações diárias dos preços de fechamento das ações selecionadas e calcula uma média – o IAA, Índice de Ações Automotivas. Esse índice é então comparado ao Ibovespa, permitindo visualizar, por meio de gráficos, como as ações automotivas se comportam em relação ao mercado acionário como um todo, com acompanhamento praticamente em tempo real das oscilações.
Com isso, o After.Lab – núcleo de pesquisa e inteligência de negócios focado no aftermarket automotivo – passa a oferecer mais um índice semanal que pode ser usado como benchmarking. A proposta é fornecer uma referência para a avaliação comparativa do desempenho do setor automotivo, tomando como base o comportamento das grandes empresas listadas e os sinais emitidos diariamente pelos pregões de ações.

















