A produção brasileira de biodiesel registrou uma forte arrancada em maio de 2026, alcançando a marca de 911 mil m³ e consolidando o terceiro melhor resultado mensal de toda a história do setor. O forte ritmo operacional das usinas nacionais gerou um saldo positivo de 64 mil m³ (especificamente 63,9 mil m³) no balanço entre a oferta e a demanda, revertendo o cenário de forte pressão que vinha sendo registrado nos meses anteriores. Os dados oficiais foram compilados a partir dos painéis dinâmicos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Esse superávit expressivo do biocombustível foi impulsionado diretamente pela desaceleração do consumo interno de óleo diesel fóssil, que fechou o mês em 5,67 milhões de m³, representando uma queda de 3,2% na comparação com maio de 2025. Com a retração do combustível fóssil, a necessidade nacional de biodiesel puro (B100) para atender à mistura obrigatória ficou fixada em 832,4 mil m³. Somando esse volume às exportações do período, que somaram 14,8 mil m³, a demanda total de mercado foi de 847,2 mil m³, ficando significativamente abaixo de todo o volume fabricado pelo parque produtor do país.
O cenário de otimismo coincide com o avanço de testes estratégicos liderados pelo Ministério de Minas e Energia para avaliar a viabilidade de elevação da mistura obrigatória. Ensaios práticos conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia começaram a analisar o comportamento de motores automotivos com teores de 20% (B20) e 25% (B25) de biodiesel. Atualmente, o percentual obrigatório fixado na bomba é de 15% (B15), e a potencial expansão da mistura é defendida pelo governo e por entidades do setor como uma medida vital para reduzir as emissões de carbono e mitigar a dependência do óleo diesel importado.

















