Representantes de montadoras e fabricantes de autopeças do Brasil e da Argentina iniciaram uma agenda conjunta para atualizar e modernizar a política automotiva bilateral entre os dois países. A primeira reunião desse processo ocorreu recentemente em Buenos Aires.
Pelo lado brasileiro, participaram Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Representando a Argentina, estiveram presentes a Adefa (Asociación de Fábricas de Automotores) e a Afac (Asociación de Fábricas Argentinas de Componentes).
O foco é revisar e fortalecer o Acordo de Complementação Econômica nº 14 (ACE 14), que rege a política automotiva entre Brasil e Argentina, diante de um cenário de rápida transformação tecnológica, intensificação da concorrência global e aumento das tensões geopolíticas.
As entidades defendem que novas regras sejam definidas antes de 2029, com o objetivo de criar um ambiente mais estável e atraente para investimentos, além de buscar maior equilíbrio nas relações produtivas e comerciais dentro da região.
Essa movimentação ocorre em um contexto de avanço consistente das montadoras chinesas na América Latina. Em fevereiro, o Brasil registrou pela primeira vez um veículo elétrico na liderança de vendas no varejo: o Dolphin Mini, da BYD, que emplacou 4,1 mil unidades no mês, segundo dados da própria fabricante.
















