Durante anos, o varejo aprendeu a medir quase tudo no e-commerce. Cliques, produtos visualizados, carrinhos abandonados e jornadas de compra passaram a gerar dados valiosos para otimizar vendas e melhorar a experiência do consumidor.
Nas lojas físicas, porém, o cenário continuou bem diferente.
Todos os dias, milhares de pessoas passam por supermercados, lojas de moda e grandes redes sem que as marcas consigam entender, de fato, como se comportam, quais padrões seguem ou como transformar essas interações em inteligência acionável.
Foi exatamente esse ponto que o Intermarché decidiu atacar.
Com o apoio da E-goi, plataforma de automação de marketing omnichannel, a rede implementou uma estratégia baseada em Customer Data Platform (CDP), Inteligência Artificial, hipersegmentação e automação omnichannel para construir uma visão integrada do comportamento do cliente em toda a jornada de compra.
A meta era direta: deixar de tratar canais físicos e digitais como mundos separados e passar a enxergar cada consumidor de forma unificada.
A tecnologia da E-goi permitiu conectar dados das lojas físicas, do Cartão Intermarché, do Wi-Fi das lojas e dos canais digitais, formando uma visão 360° do cliente e transformando informações dispersas em ações concretas.
Esses dados passaram então a alimentar modelos avançados de segmentação e IA, capazes de identificar padrões de comportamento, reconhecer oportunidades de venda, personalizar campanhas e recomendar ofertas com maior probabilidade de conversão.
Os resultados dão a medida do impacto.
As categorias incluídas no projeto registraram aumento de 7% nas vendas. Ao mesmo tempo, os cadastros vinculados ao Wi-Fi e ao Cartão Intermarché cresceram mais de 280%, ampliando de forma significativa a capacidade da marca de identificar consumidores e construir relacionamentos mais relevantes e duradouros.
A operação envolveu mais de 255 lojas físicas e permitiu automatizar integralmente as comunicações de marketing relacionadas ao projeto, elevando a eficiência operacional e a capacidade de personalização em escala.
Mais do que uma iniciativa tecnológica, o caso do Intermarché reflete uma transformação em curso em todo o varejo.
Em um ambiente marcado pelo aumento do custo de aquisição de clientes, pela pulverização de canais e pela rápida adoção da Inteligência Artificial, os dados próprios (first-party data) tornaram-se um dos ativos mais estratégicos para qualquer empresa.
A habilidade de reconhecer consumidores, entender comportamentos e antecipar necessidades está se consolidando como um diferencial competitivo para marcas que buscam crescimento sustentável.
“O grande desafio do varejo moderno não é gerar mais tráfego. É transformar cada interação física e digital em conhecimento útil para o negócio. Quando os dados são utilizados de forma inteligente, deixam de ser apenas informação e passam a gerar melhores experiências para os consumidores e melhores resultados para as marcas”, afirma Ernesto Ferreira, Head of Global Sales da E-goi.
Para a E-goi, o caso do Intermarché indica que a próxima grande vantagem competitiva do varejo não estará apenas em atrair mais clientes, mas em compreender melhor quem já entra diariamente nas lojas.
Porque, quando comportamento vira conhecimento, o conhecimento se converte em receita.

















