O IBGE divulgou hoje os resultados de julho da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), que traça um retrato do desempenho do varejo brasileiro. No sétimo mês do ano, o volume de vendas do comércio varejista recuou 0,8%, movimento que fez o resultado acumulado em 12 meses desacelerar para 1,6%. A média móvel trimestral, indicador que reduz o efeito de oscilações pontuais e mostra melhor a tendência recente, registrou variação negativa de 0,1%.
No acumulado de 2026, o varejo como um todo ainda apresenta crescimento de 1,8%, enquanto o resultado em 12 meses é de 1,2%. Mesmo assim, os dados confirmam perda de ritmo: em março, o acumulado em 12 meses estava em 2,3%.
Na direção oposta à desaceleração geral, o segmento de veículos, motos e autopeças voltou a ganhar fôlego. As vendas cresceram 0,3% de junho para julho, após terem recuado 1,3% no mês anterior. Na comparação com julho do ano passado, o avanço foi de 5,0%, quinto mês consecutivo de crescimento na base anual.
Esse desempenho fez do setor automotivo a principal força positiva dentro do chamado varejo ampliado, acrescentando 1,0 ponto percentual ao resultado total de 1,8%. No acumulado de 2026, as vendas de veículos, motos e peças sobem 3,2%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o setor avançou 0,1% em julho, voltando ao campo positivo pela primeira vez desde setembro de 2025, quando havia registrado alta de 0,3%.
Considerando o conjunto do comércio, o nível de vendas em julho ficou 10,6% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 1,5% abaixo do recorde histórico, alcançado em março de 2026.

















