Junho terminou com o emplacamento de 259.760 veículos, sendo 212.957 unidades de automóveis de passeio (82,0%) e 46.803 de comerciais leves (18,0%), resultado que representa uma leve queda de 1,3% em relação a maio. Na comparação com junho de 2025, porém, o desempenho é bem mais robusto: alta de 28,4% no total, com crescimento de 33,8% para os veículos de passeio e de 8,6% para os comerciais leves.
O ritmo confirma o vigor do mercado em 2026. Considerando o mesmo período de 2025 contra 2024, houve aumento de 4,9%. Já 2024, frente a 2023, registrou avanço de 15,2%, mostrando uma trajetória consistente de recuperação ao longo dos últimos anos.
A distribuição das vendas dentro do mês reforça a tendência de concentração na segunda quinzena, que respondeu por 58,4% dos emplacamentos. Com 21 dias úteis (critérios financeiros), a média diária de vendas de automóveis de passeio e comerciais leves ficou em 12.370 unidades, recuo de 6,0% em relação a maio, mas alta de 28,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
As vendas diretas encerraram junho com participação de 51,8% no total de negócios, patamar considerado normal para esta época do ano.
No segmento de pesados, ainda há expectativa de melhora, mas o quadro segue delicado. Foram 12.792 unidades em junho, um avanço de 13,5% sobre maio e de 19,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, porém, o setor ainda opera no negativo, com queda de 3,2%. Apesar disso, o resultado mostra alguma reação, já que no mês anterior a retração acumulada era de 7,5%.
RECORTES E INDICADORES
a) Mercado de luxo (automóveis de passeio): Junho encerrou com 4.659 unidades, alta de 9,6% frente a maio. No acumulado do ano, o segmento de luxo cresce 11,7%.
b) Veículos chineses: Os modelos de passeio respondem por 98,5% dos emplacamentos das marcas chinesas. Somando automóveis e comerciais leves, junho fechou com 51.300 unidades, crescimento de 6,3% em relação a maio. No mercado total, a participação das chinesas voltou a subir, alcançando 16,5%.
c) Cinco maiores marcas (independentemente da origem): Na comparação com maio, houve retração de 1,8% (de 162.336 para 159.452 unidades). No acumulado do ano, porém, o desempenho é significativamente melhor que em 2025: crescimento de 15,1%, ao passar de 723.246 para 832.442 unidades.
















