O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) subiu 2,2 pontos em abril em relação a março, alcançando 117,2 pontos, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na média móvel trimestral, o índice permaneceu estável.
“A segunda alta consecutiva do Indicador de Incerteza reflete a persistência das incertezas externas e seus impactos sobre a economia brasileira”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).
Segundo ela, o componente de Mídia avançou impulsionado pelo noticiário sobre os desdobramentos da guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos e pelas tensões que o conflito adiciona ao cenário global. No entanto, a principal pressão de alta no mês veio do componente de Expectativas, que subiu em função de maior dispersão nas projeções para a taxa Selic e para a inflação nos próximos 12 meses.
O IIE-Br é composto por dois subíndices: – IIE-Br Mídia, que acompanha, nos principais jornais, a frequência de notícias que mencionam incerteza; – IIE-Br Expectativas, construído a partir da dispersão das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA.
“A alta do IIE-Br leva o indicador ao maior patamar desde abril do ano passado, quando havia sido impactado pela política tarifária agressiva no início do governo Trump II. A permanência de um nível elevado de incerteza econômica no país segue determinada pelo turbulento cenário internacional”, completa Gouveia.
Em abril, o componente de Mídia avançou 1,1 ponto, para 118,3 pontos, contribuindo com 1,0 ponto para a alta do IIE-Br no mês. Já o componente de Expectativas subiu 6,3 pontos, para 105,9 pontos, acrescentando 1,2 ponto ao índice geral.
A coleta de dados do Indicador de Incerteza da Economia Brasileira é realizada entre o dia 26 do mês anterior e o dia 25 do mês de referência.
















